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Notícias Líder do governo defende juiz que mandou prender o ex-ministro Paulo Bernardo

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Polícia Federal recolheu documentos na casa do ex-ministro Paulo Bernardo e da senadora Gleisi Hoffmann, em Brasília. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), líder do governo Michel Temer na Casa, defendeu a decisão do juiz de primeira instância Paulo Bueno de Azevedo de autorizar a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo e a realização de busca e apreensão no apartamento funcional de sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

“Não vejo violação de competência do Supremo Tribunal Federal, porque a imunidade é da senadora, ela que tem prerrogativa de foro. A imunidade não se comunica ao marido nem ao local em que eles vivem”, afirmou o líder do governo ao jornal O Estado de São Paulo.
A posição do tucano vai de encontro ao entendimento de outros senadores – tanto da oposição quanto da base governista –, que criticaram o que consideraram excessos da Operação Custo Brasil. A ação da Polícia Federal prendeu Bernardo e cumpriu mandados de busca e apreensão no imóvel funcional de Gleisi. O Senado chegou a protocolar reclamação no Supremo contra o juiz.

Aloysio contrariou até o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), que havia classificado como “abuso” o fato de um juiz de primeiro grau ter autorizado busca e apreensão no apartamento de uma senadora. “Só quem poderia autorizar essa ação é o Supremo”, disse Cunha Lima.

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