Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 30 de março de 2016
Logo após a saída oficial do PMDB da base governista, nessa terça-feira, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence (BA), chamou o vice-presidente, Michel Temer, de “golpista” e disse que não coube ao PT a escolha pela “guerra”. De acordo com o petista, Temer “posava de jurista, mas agora é um golpista”.
“Não fomos nós que fizemos escolha de guerra”, disse o petista, ao comentar as declarações do senador e também petista Humberto Costa (PE), de que Temer “será o próximo a cair”, caso a presidenta Dilma Rousseff sofra o impeachment.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o deputado disse que a fala de Costa não foi uma ameaça, mas uma previsão plausível. “Não dá para derrubar uma presidente eleita, sem crime de responsabilidade, e supor que isso possa estabilizar a República”, argumentou. “Temer é investigado pela Operação Lava-Jato, Dilma não.”
Florence tentou minimizar o impacto de debandada peemedebista no que se refere à tramitação do processo de impeachment no Parlamento. “Nem todos os deputados da sigla devem fechar com a decisão do diretório nacional”, acredita. “Temos que esperar o impacto da decisão nas bancadas da Câmara e do Senado. É preciso esperar para ver as posições de cada um. A legalidade democrática é um tema muito relevante e parece que tocou alguns parlamentares, como tocou uma parcela da população.” (Folhapress)
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