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Geral Líder supremo do Irã diz que o país demonstrou seu poder contra Israel

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Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo linha-dura do Irã, foi morto nos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel no sábado. (Foto: Reprodução)

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, agradeceu às forças armadas do país pelo ataque deste mês a Israel, dizendo que o país demonstrou seu poder independentemente de quantos alvos foram atingidos, informou a agência de notícias oficial do Irã no domingo (21). No seu primeiro ataque direto a Israel, o Irã enviou uma barreira de mais de 300 mísseis e drones em 13 de abril, no que disse ser uma retaliação pelo suposto ataque mortal de Israel ao complexo da sua embaixada em Damasco, em 1° de abril.

A maioria dos mísseis e drones foram abatidos por Israel e seus aliados e o ataque causou danos modestos em Israel. “Quantos mísseis foram lançados e quantos deles atingiram o alvo não é a questão principal, o que realmente importa é que o Irã demonstrou o seu poder durante essa operação”, disse Khamenei.

Os comentários de Khamenei são os primeiros que faz publicamente desde que Teerã elevou a tensão na região ao lançar mais de 300 drones, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiros em direção ao território israelense. Enquanto as atenções estão voltadas para a frente externa, internamente há um aumento da repressão contra as mulheres, prisões e execuções, denunciam ONGs.

Em uma publicação no X após o encontro com comandantes das forças iranianas, Khamenei afirmou que as Forças Armadas “projetaram uma boa imagem de suas habilidades e poder e uma imagem admirável da nação iraniana”. “As recentes conquistas das Forças Armadas criaram uma sensação de esplendor e magnificência sobre o Irã islâmico aos olhos do mundo”, disse.

De acordo com autoridades militares israelenses, os sistemas de defesa do país conseguiram abater 99% dos 330 projéteis disparados com ajuda de aliados como EUA, Reino Unido e Jordânia.

Seis dias depois, Tel Aviv lançou uma retaliação nos arredores de Isfahã – terceira maior cidade do Irã, onde estão abrigadas uma das maiores bases militares da República Islâmica e unidades onde se desenvolve seu plano nuclear. A ação foi minimizada pelo chanceler Hossein Amir Abdollahian, e até o momento não há planos de retaliação.

Irã e Israel parecem ter se distanciado da beira de um conflito mais amplo após a retaliação israelense na sexta-feira, quando autoridades iranianas indicaram que não haveria uma tréplica, amenizando as tensões em uma região já convulsionada pela guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza e o aumento da violência de colonos judeus e militares israelenses contra palestinos na Cisjordânia. As informações são das agências de notícias Reuters e AFP.

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