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Política Líderes da direita e empresários engrossam fila por “beija-mão” a Tarcísio de Freitas em São Paulo

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De cara, Tarcísio comprou a politização da carta em que Trump anunciava a taxação. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Parlamentares e empresários intensificam as visitas ao Palácio dos Bandeirantes e projetam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como uma alternativa ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na campanha eleitoral de 2026. O gabinete de Tarcísio tem sido destino obrigatório para lideranças da direita.

Nas últimas semanas, parlamentares de Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Ceará e outros Estados passaram por lá. O fluxo revela o novo papel de Tarcísio no xadrez político nacional: o de possível nome capaz de unificar a oposição na próxima disputa presidencial.

O cenário pressiona o círculo mais próximo de Bolsonaro, incomodado com as alternativas cogitadas diante da inelegibilidade do ex-presidente. Nos bastidores, o movimento é tratado como um “beija-mão” ao governador paulista, que passou a ser visto como a alternativa mais palatável para grupos políticos próximos ao Centrão e que orbitam o bolsonarismo. Um ano antes do pleito, esses políticos buscam um nome que possa ir além da base mais fiel do ex-presidente.

Entre as lideranças que se reuniram recentemente com o governador estão Ciro Nogueira (PP-PI) e Antonio Rueda (União Brasil), dois dos principais articuladores da federação entre os partidos, que hoje formam a maior força do Congresso. A lista inclui também o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), atual presidente da Fundação Ulysses Guimarães, braço do partido. Para Moreira, o governador paulista tem o perfil que o eleitorado quer, como teriam mostrado o pleito de 2024.

“Os brasileiros querem alguém intelectualizado, simples e honesto, mas não simplório. Uma das figuras mais marcantes hoje com essas características é o Tarcísio”, diz, frisando, porém, que a sigla não está em campanha pelo governador.

Em uma visita recente, Moreira postou um vídeo com Tarcísio, elogiando-o e destacando o compromisso comum com o futuro do Brasil.

Outro que marcou presença no Palácio dos Bandeirantes foi o deputado Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara. Oficialmente, o gaúcho buscou apoio para a reconstrução do Rio Grande do Sul, mas nos bastidores trabalha para reforçar a imagem de Tarcísio como nome viável à sucessão presidencial.

De Minas, o deputado Zé Vítor (PL) também foi recebido por Tarcísio. Já o deputado Danilo Forte (União-CE) se reuniu com ele para tratar do desenvolvimento do país, com foco na economia verde. Entre os visitantes estiveram ainda parlamentares de outros estados do Norte e Nordeste, sinalizando que o governador paulista começa a se projetar nacionalmente.

A ofensiva de partidos como PP e União Brasil inclui a saída do governo Lula nos próximos meses, reforçando sua posição de oposição, e o início do debate aberto sobre 2026. O cálculo é que assim poderão formar uma chapa com perfil competitivo e forte apoio no Congresso, nas bancadas do agronegócio e do empresariado.

Executivos de grupos econômicos também têm procurado Tarcísio. Seu desempenho no governo paulista, priorizando privatizações, concessões e infraestrutura, tem agradado o empresariado, que o vê como “pragmático” e “previsível”.

Tarcísio tenta se manter ainda distante de 2026, aguardando o cenário se definir, incluindo decisão de Bolsonaro sobre seu papel no processo. Embora inelegível, o ex-presidente diz publicamente que quer ser candidato e, nos bastidores, avalia apoiar alguém de seu círculo familiar se não concorrer. Esse cenário intensifica as tensões internas na direita, dificultando o consenso em torno de um nome único.

Líderes do Centrão avaliam que quanto mais tempo a escolha demorar, maior será a dificuldade para a formação de uma frente conservadora para 2026. Há a expectativa de que Tarcísio intensifique viagens institucionais e partidárias, para ampliar sua projeção nacional sem que pareça antecipação da campanha. A movimentação o ajudaria a se mostrar como alternativa a setores do centro e da centro-esquerda moderada. (Com informações do jornal O Globo)

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