Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de março de 2024
Após ter perdido influência política no Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes anunciou que tomará outros rumos profissionais, que nada tem a ver com mandatos eletivos: advogado de formação, ele voltará a atuar na profissão.
“Feliz de poder me associar como colaborador ao escritório Porto Advogados com história de mais de 80 anos e muito serviço prestado ao Brasil”, publicou em seu perfil no X (antigo Twitter).
Ciro é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Ele já foi titular dos ministérios da Integração Nacional e da Fazenda, governador do Ceará, prefeito de Fortaleza, deputado federal e estadual.
Em 2022, o pedetista amargou seu pior desempenho em uma campanha à Presidência da República, quando obteve apenas 3% dos votos e ficou em 4º lugar. Ciro criticou o movimento para fazê-lo desistir de se candidatar nas últimas eleições. “Eu fui desistido. Não é bem que eu desisti, não”, disse.
Além dessa, ele também foi candidato em 1998, 2002 e 2018. O melhor desempenho dele foi em 2018, com 12,47% dos votos. Depois em 2002, quando obteve 11,97%. Já em 1998, alcançou 10,97%.
Em uma entrevista, ele disse que “dificilmente” voltaria a concorrer. “De repente senti: ‘caramba, tô fazendo isso sozinho’. E em nome de quê? Tenho êxito na política, só não consegui ser presidente do Brasil. Deus não quis”, afirmou, à época.
Briga de família
A mudança de ares profissionais de Ciro ocorre após um rompimento com seu irmão, o senador Cid Gomes. Os dois protagonizaram uma racha no ano passado, que causou uma debandada no PDT, por parte dos cidistas.
O conflito entre os irmãos começou quando seus grupos discordaram sobre quem seria o candidato a governador. Na ala de Cid, estava a ex-governadora Izolda Cela, a primeira a deixar o PDT quando os aliados de Ciro optaram pelo ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, que terminou em terceiro lugar na disputa. O movimento não agradou a ala do senador que, se aproximou do atual governador Elmano de Freitas (PT).
Ao longo de 2023, o tensionamento escalonou diante da possibilidade de compor ou não com o PT. Ciro era a favor da oposição, enquanto Cid, de ser base. O ponto de ápice ocorreu em outubro, quando os dois quase chegaram as vias de fato durante uma discussão acalorada em um encontro partidário no Rio de Janeiro.
Os comentários estão desativados.