Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 3 de janeiro de 2026
Em nota oficial na qual repudiou a ação dos Estados Unidos na Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom cauteloso e optou por não mencionar nominalmente os presidentes Donald Trump e Nicolás Maduro. A escolha da linguagem buscou demonstrar a posição do governo brasileiro sem personalizar o episódio ou direcionar críticas diretas aos líderes envolvidos.
O comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto expressou repúdio aos bombardeios e à captura do presidente venezuelano, mas evitou fazer uma defesa explícita de Maduro ou ataques frontais ao presidente norte-americano. A redação seguiu uma linha equilibrada, concentrando-se na condenação da ação militar em si e nas suas implicações no plano internacional.
Ainda assim, a nota elevou o tom ao criticar a operação, alinhando-se à posição tradicional do governo brasileiro de condenar violações do direito internacional e atos considerados ofensivos à soberania de países independentes. O texto reforça princípios diplomáticos historicamente defendidos pelo Brasil, como a solução pacífica de conflitos e o respeito às normas multilaterais.
Em manifestações anteriores, Lula já havia condenado intervenções militares na região, mantendo, no entanto, uma postura de distanciamento em relação ao governo de Nicolás Maduro. Mesmo diante de episódios de tensão envolvendo a Venezuela, o presidente brasileiro evitou declarações que pudessem ser interpretadas como apoio direto ao líder venezuelano.
De acordo com fontes próximas ao mandatário, a cautela adotada no episódio atual tem como objetivo preservar a relação que Lula vem construindo nos últimos meses com o presidente dos Estados Unidos. Após um período de forte tensão provocado pelo tarifaço imposto por Washington, as negociações bilaterais avançaram, houve um processo de distensionamento e a relação entre os dois países passou por uma melhora gradual.
O ataque à Venezuela foi anunciado por Trump por meio de uma rede social. Na mensagem, o presidente norte-americano afirmou que forças dos Estados Unidos realizaram um “ataque de grande escala” contra o país sul-americano e informou que mais detalhes seriam apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.
Diante do anúncio, o governo brasileiro convocou uma reunião de emergência na manhã desse sábado (3) para discutir o ataque e a captura do presidente Nicolás Maduro. Segundo interlocutores do Itamaraty, a prioridade, neste momento, é reunir informações detalhadas sobre a operação antes da adoção de qualquer posicionamento público mais incisivo.
A avaliação interna é de que ainda existem lacunas relevantes sobre as circunstâncias do ataque e, principalmente, sobre a base legal da captura anunciada por Donald Trump. Por esse motivo, a orientação no governo é manter cautela e evitar manifestações precipitadas enquanto os fatos continuam sendo apurados por meio dos canais diplomáticos. A reunião foi convocada pela embaixadora Maria Laura da Rocha, secretária-geral do Itamaraty. (Com informações da revista Veja e do jornal O Globo)
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Ouvi uma sabático da sra Manuela , ex candidata do PcdoB ,agora Psol , onde perguntaram 5 vezes sobre Maduro.
Ela se esquivou das respostas , respondendo nada com nada ,
Quando aconteceu a lava jato nunca comentou nada , o roubo do inss nada.
2026 tem eleições, então Nada , ,
Zuco 22 Direita Brasil..