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Política Lula busca o Centrão para avançar com agenda do Executivo

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Governo avalia uma liberação bilionária de recursos em emendas parlamentares no começo de março com o objetivo de consolidar a base aliada na Câmara

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Para governo Lula, alteração nas regras dos impostos é prioridade para "corrigir injustiças centenárias". (Foto: Reprodução)

O governo federal avança na agenda econômica, mas um detalhe ainda precisa ser resolvido: combinar com os parlamentares sobre como avançar com esses planos.

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia uma liberação bilionária de recursos em emendas parlamentares no começo de março com o objetivo de consolidar a base aliada na Câmara dos Deputados e passar pela primeira rodada de votações prioritárias para o Palácio do Planalto.,

Líderes partidários relataram que há um grande volume de restos a pagar de emendas já empenhadas mas ainda não pagas. A liberação dessa verba seria uma forma de mostrar que o governo está disposto a trabalhar em conjunto com os deputados.

Nesta semana, os presidentes das duas Casas Legislativas, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), enviaram recados a Lula exigindo serem ouvidos e, mais do que isso, contemplados, em troca de assegurar a governabilidade que, na prática, o presidente não tem.

A mensagem é que partidos do Centrão não irão assentir automaticamente com qualquer projeto enviado pelo governo. Os dois políticos, a depender da negociação com Lula, podem ser tanto avalistas quanto obstáculos para o andamento de propostas prioritárias do Executivo, como a aprovação da reforma tributária.

“Um texto radical para um lado ou radical para o outro não terá sucesso no plenário do congresso”, diz Arthur Lira. A dúvida se dá principalmente na força e na disposição que PP, PL e Republicanos terão para fazer oposição a Lula. A trinca de partidos, que formou a base do ex-presidente Jair Bolsonaro e é protagonista do Centrão, vive realidades distintas nas duas Casas Legislativas.

Na Câmara, os partidos atuaram ao lado do PT e foram vitoriosos com a eleição de Arthur Lira. Parte dos deputados do Centrão já ensaia, inclusive, uma aproximação com o governo. Mas o fim do orçamento secreto e as escolhas de Lula para a composição ministerial foram insuficientes para garantir uma base larga entre os deputados. Essa recomposição terá um preço em termos de acomodação de cargos.

Já no Senado, por outro lado, a oposição está isolada: o PL, partido de Bolsonaro, tem a segunda maior bancada na Casa. Integrantes da sigla defendem o respeito à proporcionalidade para a distribuição das comissões. São 14 os colegiados fixos da Casa. O critério não foi adotado, entretanto, na formação da mesa diretora, da qual a legenda ficou de fora/

Na entrevista exclusiva que concedeu à CNN nesta semana, Lula se mostrou disposto a dialogar com o Congresso para emplacar sua agenda. “Eu já tive três encontros com o presidente Arthur Lira, já tive três encontros com o presidente Rodrigo Pacheco, e já tive encontro com todos os líderes dos partidos da base. Vou fazer quantas conversas forem necessárias, porque é preciso a gente restabelecer a harmonia entre os poderes no Brasil.”

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Paulo Jesus Corrêa
18 de fevereiro de 2023 17:32

Como mudaram de forma substancial, após a troca de governo, as tratativas entre os poderes constituídos. Só esperamos que não sejam utilizados os mesmos métodos de antigamente, ou seja; trocar apoio por salas lotadas de malas endinheiradas!

Fabricio Digão
20 de fevereiro de 2023 14:13

ué… mas não criticavam o centrão? Fala pelegada!

Sergio HD
20 de fevereiro de 2023 19:50

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