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Mundo Lula condena ação dos Estados Unidos na Venezuela, mas não cita nomes de Donald Trump e de Nicolás Maduro

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O petista disse que os atos são um "precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional"

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O petista disse que os atos são um "precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional". (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a ação dos Estados Unidos na Venezuela, classificando-a como algo que ultrapassa “uma linha inaceitável”. Na nota divulgada, o chefe do Executivo brasileiro manifestou repúdio aos bombardeios e à captura do presidente venezuelano, colocou o Brasil à disposição para negociações diplomáticas, mas evitou citar nominalmente tanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quanto o venezuelano, Nicolás Maduro.

O texto divulgado pelo Planalto adota um tom firme ao criticar a operação militar, mas mantém os parâmetros tradicionais da diplomacia brasileira. A manifestação não apresenta defesa direta de Maduro nem ataques pessoais a Trump, concentrando-se na condenação do uso da força e na defesa de princípios como a soberania nacional e o respeito ao direito internacional.

Esse posicionamento também reflete a postura já adotada pelo Brasil em relação ao governo venezuelano. O País não reconheceu oficialmente a vitória de Nicolás Maduro nas últimas eleições presidenciais, após denúncias de fraudes consideradas graves por observadores internacionais. Dessa forma, a nota de Lula evita qualquer sinal de endosso político ao presidente venezuelano, mesmo ao condenar a ação militar norte-americana.

Nos pronunciamentos mais recentes sobre a escalada das tensões entre Estados Unidos e Venezuela, Lula vinha reiterando críticas a intervenções militares na região. Em nenhuma dessas ocasiões, no entanto, houve uma defesa explícita do governo de Maduro. A linha adotada pelo presidente brasileiro tem sido a de reprovar ações armadas e enfatizar a necessidade de soluções pacíficas e negociadas.

Da mesma forma, o nome de Donald Trump não aparece no texto divulgado por Lula. A ausência é interpretada como um movimento calculado, uma vez que o Brasil conseguiu recentemente sair de um cenário de negociações praticamente bloqueadas com os Estados Unidos para uma fase de distensionamento, marcada por relações mais cordiais e pragmáticas entre os dois países.

Nesse contexto, a nota condena de forma contundente a ação americana na Venezuela, mas preserva o espaço diplomático, em consonância com a tradição brasileira de se posicionar contra violações do direito internacional e contra atos que representem afronta à soberania de nações independentes.

No trecho final do comunicado, o Brasil afirma estar à disposição para participar de um diálogo internacional em busca de uma solução negociada para a crise venezuelana, reforçando o compromisso com a mediação e o multilateralismo.

Internamente, porém, integrantes da equipe presidencial avaliam que não há grandes expectativas de que Trump aceite negociações com a participação ativa de outros países. Na avaliação de assessores de Lula, o presidente norte-americano pretende conduzir pessoalmente uma saída para a Venezuela, com o fortalecimento de uma liderança alinhada aos interesses dos Estados Unidos. (Com informações do colunista Valdo Cruz, do portal g1)

 

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