Sábado, 09 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de dezembro de 2015
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a admitir, em depoimento à PF (Polícia Federal), a sua amizade com o pecuarista José Carlos Bumlai, preso em Curitiba (PR) pela Operação Lava-Jato. Conforme seu relato, o petista recebeu o empresário em Brasília e ele se hospedou por várias vezes na Granja do Torto, uma das residências oficiais do chefe do Executivo. Também disse ter conhecido Bumlai na campanha de 2002, quando gravava uma programa eleitoral na fazenda do pecuarista.
Bumlai confessou ter tomado, em seu nome, um empréstimo de 12 milhões de reais do Banco Schahin para o caixa-dois do PT. O valor jamais retornou ao credor. O ex-presidente, porém, negou ter falado com o amigo sobre empréstimo, dinheiro, valores ou cargos em benefício do PT ou de terceiros.
Lula reconheceu, por foto, Salim Schahin, que em delação premiada acusou Bumlai de levar à sua empresa o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, para tratar de um empréstimo “abençoado pelo ex-presidente”.
O petista admitiu ter ido com Schahin a reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico, mas não de forma reservada, e reiterou jamais ter requisitado intermediações desse tipo.
Lula foi ouvido na quarta-feira como informante, em inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre formação de quadrilha por políticos de PP, PT e PMDB para desvios de recursos na Petrobras. (AE)
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