Segunda-feira, 18 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de maio de 2025
Lula foi um dos poucos chefes de Estado a ir à Rússia para a celebração do Dia da Vitória.
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da RepúblicaO presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante um jantar nesta quinta-feira (8) em Moscou. Lula foi um dos poucos chefes de Estado a ir à Rússia para a celebração do Dia da Vitória, que marca a vitória dos Aliados sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial e o papel importante da União Soviética no conflito.
A lista de participantes inclui o líder da China, Xi Jinping, e chefes de outras 28 nações como Armênia, Azerbaijão, Belarus, Venezuela, Cuba, Bósnia, Burkina Fasso, Congo e Egito.
Em um vídeo divulgado pelo Palácio do Planalto do jantar oferecido por Putin aos líderes presentes, Lula e o russo trocam algumas palavras, com auxílio de tradutoras, antes de Putin fazer um discurso. Também estavam presentes no jantar o presidente da China, Xi Jinping, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, o ditador de Belarus, Alexander Lukashenko, o cubano Miguel Diaz-Canel, entre outros.
Esta é a primeira vez que os dois líderes se encontram pessoalmente desde que Lula retornou à presidência. O russo tem um mandado de prisão no TPI (Tribunal Penal Internacional) e não pode viajar a países signatários, o que inclui o Brasil, sob o risco de ser preso. Desde então, ele participa virtualmente de encontros que envolvam os dois países, como as reuniões do Brics.
Historicamente, Putin utiliza o Dia da Vitória para impulsionar o nacionalismo russo e projetar uma imagem de força para o mundo. Diversos chefes de Estado já participaram da celebração no passado, mas desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, a participação se tornou menor. Este ano, a Rússia intensificou os esforços para celebrar o 80.º aniversário do fim da guerra.
Mais de 20 líderes estrangeiros participarão do grande desfile militar na Praça Vermelha, em Moscou, nesta sexta-feira (9). A celebração é um elemento central do discurso patriótico promovido pelo presidente russo, que traça paralelos históricos entre a 2º Guerra e a ofensiva contra a Ucrânia.
A reunião bilateral entre Lula e Putin está prevista para sexta-feira. O encontro será uma “oportunidade para uma conversa” sobre a Ucrânia, após as tentativas infrutíferas do presidente brasileiro para impulsionar um plano alternativo de paz em conjunto com a China, segundo diplomatas brasileiros.
Segundo o professor de relações internacionais da ESPM, Gunther Rudzit, a presença de chefes de Estado nas celebrações é utilizada por Putin como demonstração de apoio internacional. Isso se tornou ainda mais forte após a guerra na Ucrânia, quando as relações da Rússia com a União Europeia, os Estados Unidos e aliados ocidentais se deterioraram.
“Se trata de uma chance para a Rússia demonstrar que não está isolada na diplomacia. A ida do Brasil para o evento este ano ajuda a reforçar essa ideia”, afirmou o professor da ESPM. Em contrapartida, os ganhos para o Brasil são incertos.
Para Rudzit, o Brasil não tem a ganhar com a ida de Lula a Rússia. Ao contrário, tem a perder: ao demonstrar proximidade com Putin, o brasileiro envia um recado negativo à União Europeia, que pode afetar o acordo comercial do bloco com o Mercosul. “É um acordo que se arrasta há muito tempo e que enfrenta oposição na Europa, principalmente da França. Uma imagem de Lula atrelada a Putin coloca isso sob risco”, declarou.
De acordo com o analista, esse risco é presente mesmo no momento em que a UE busca ampliar laços comerciais ante uma guerra comercial entre China e EUA, que desestabiliza as relações. “Putin é uma ameaça existencial para a Europa como conhecemos hoje. Se eles tiverem que preterir questões comerciais por existenciais, eles vão fazer”, disse Rudzit.
O professor de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Pedro Brites, discorda da ideia. Segundo ele, o acordo entre os blocos está avançado e a Europa deve priorizar os laços comerciais. “A visita pode gerar algum desgaste de imagem, mas não acredito que vá além disso neste momento em que a União Europeia busca diversificar laços”, declarou.
Brites acrescenta que a visita de Lula acontece no momento em que os Estados Unidos, que até então foram os principais parceiros da Ucrânia no conflito, retomaram os diálogos com a Rússia, sob a presidência de Donald Trump. “O Brasil se sentiu mais confiante de ter uma postura mais assertiva [de aproximação com Moscou]”, declarou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Armênia, Azerbaijão, Belarus, Venezuela, Cuba, Bósnia, Burkina Fasso, Congo e Egito.
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Reunião de ditadores criminosos.
Ditadores em conluio sobre o “socialismo”…
Tio sam quer destruir BRICS. Não vai levar.
ze dirceu guerrilheiro corrupto
Vai te informar melhor sobre 60/70 de golpe que nunca existiu na América Latina. Teu padrinho fidel comandava Cuba e que doutrinava é ensinava táticas de guerrilhas pro teus irmãos ze Dirceu lula Dilma Miriam genuíno FHC. Deixa de ser hipócrita mentiroso inventor de mentiras. Bom mesmo é teu estadista beijar a mão de putin. Porque este vagabundo não comemora a vitória da Feb em 1945? Seu aposentado passa fome. Te descontaram dinheiro pra ajudar o frei Chico, fraudulento do inss. Tá com o cu ardendo mas tá gostando.
Não podemos esquecer que foi os Estados Unidos o responsável pelo golpe em toda América Latina na década de 60-70.