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Política Lula defende a criação de um grupo de países para mediar a paz entre Rússia e Ucrânia

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"Nossos amigos chineses têm um papel muito importante", disse Lula sobre a mediação do fim do conflito entre Rússia e Ucrânia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente diz que ataques aos Três Poderes foram "revolta dos ricos que perderam as eleições", e turbina o clima do "nós contra eles". (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de um grupo de países para mediar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, que estão em guerra desde 24 de fevereiro de 2022.

“O que é preciso é constituir um grupo com força suficiente para ser respeitado em uma mesa de negociação e sentar com os dois lados”, disse o petista na segunda-feira (30), após um encontro com o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, no Palácio do Planalto.

O petista citou a participação de países como Índia, Indonésia e, principalmente, a China nesse processo de paz. “Nossos amigos chineses têm um papel muito importante. Está na hora da China colocar a mão na massa”, prosseguiu.

“Temos que criar outro organismo, da mesma forma que criamos o G20, quando aconteceu a crise econômica em 2008, queremos propor um G20 para por fim ao conflito Rússia e Ucrânia”, explicou Lula. Ele garantiu que vai levar a ideia ao presidente Joe Biden, em visita aos Estados Unidos em fevereiro, e ao presidente Xi Jinping, em março, quando for visitar a China.

Armamentos

O presidente brasileiro confirmou ter vetado o envio de munições de tanques de guerra à Ucrânia por não concordar com o conflito do país com a Rússia. O pedido foi feito na semana passada pelo governo alemão, que tem ajudado diretamente a Ucrânia com o envio de armamentos.

“O Brasil é um país de paz, o último contencioso nosso foi na guerra do Paraguai. O Brasil não quer ter participação, mesmo que indireta”, disse Lula.

Scholz declarou que a guerra é uma violação do direito internacional e voltou a condenar a Rússia. “Essa guerra não é uma questão europeia, mas uma questão que diz respeito a todos nós. É uma violação flagrante do direitos internacionais e da ordem internacional que acordamos em conjunto. Ninguém pode mexer em fronteiras de forma violenta, isso são tradições que pertencem ao passado”, disse o chanceler.

Governança global

Durante o encontro bilateral, Lula também falou sobre a proposta de criar um grupo de países formado por Brasil, Alemanha, Japão e Índia para reivindicar um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ele criticou a atual arquitetura de governança geopolítica.

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