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Esporte Lula defende prisão do ex-jogador Robinho no Brasil por caso de estupro na Itália

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Robinho foi condenado a 9 anos de prisão por violência sexual contra uma mulher em uma boate na Itália.

Foto: Reprodução
Robinho foi condenado a 9 anos de prisão por violência sexual contra uma mulher em uma boate na Itália. (Foto: Reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta segunda-feira (11), que defende o cumprimento da pena do ex-jogador Robinho no Brasil pelo crime de estupro coletivo de uma mulher albanesa em uma boate de Milão, na Itália.

A fala aconteceu durante entrevista ao telejornal “SBT Brasil”. Lula afirmou que “o estupro é um crime imperdoável” e que Robinho deveria “estar cumprindo pena aqui”. Em 20 de março, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai analisar a homologação da sentença que condenou Robinho a nove anos de prisão por estupro na Itália.

Caso aprovado, o ex-atacante com passagens por Santos, Real Madrid, Milan, Manchester City e Seleção Brasileira, poderá cumprir a pena de prisão em regime fechado no Brasil.

“O que eu penso é o seguinte: todas as pessoas que cometerem crimes de estupro têm que ser presas. as pessoas precisam aprender que a relação sexual não é apenas o desejo de uma parte. É a concórdia das partes que estão em jogo. Um homem, um jovem, que tem dinheiro, um jovem rico, famoso, praticar estupro? E coletivo? E acha que não cometeu crime. Acha que estava bêbado? Ah, cria vergonha”, disse.

“Estupro é um crime imperdoável. Então, as pessoas têm que ser julgadas e condenadas. O Robinho já foi condenado na Itália e era para estar cumprindo pena aqui. Ele vai ser julgado esse mês, e espero que ele pague o preço da irresponsabilidade dele de ser um jovem que teve mais sorte do que 99% dos jovens brasileiros, que ganhou muito dinheiro, que ficou muito famoso e não precisava ter feito isso com a menina”, finalizou o petista.

O ex-jogador mora em Santos, no litoral paulista. Ele anunciou a aposentadoria em 2022. A Itália havia pedido a extradição de Robinho para cumprir a pena. No entanto, a Constituição veda a extradição de brasileiros natos. Assim, foi solicitada a homologação da pena na Justiça do Brasil para o cumprimento da pena no país sul-americano.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério Público já defenderam que a pena seja homologada e Robinho a cumpra no Brasil. Segundo a PGR, todos os pressupostos legais e regimentais adotados pelo Brasil para o prosseguimento da transferência de execução penal foram cumpridos.

Robinho recebeu, em dezembro de 2020, a pena de nove anos de prisão no caso que investigava a violência sexual contra uma jovem de origem albanesa, em 2013. Em janeiro do ano passado, o atleta teve a condenação confirmada pela mais alta instância da Justiça italiana. Quase um mês depois, em 16 de fevereiro, foi emitido um mandado de prisão internacional.

A acusação utilizou áudio gravado a partir de uma escuta instalada em um carro, que flagrou uma conversa entre Robinho e seus amigos, o que possibilitou confirmar a versão da vítima sobre o estupro coletivo.

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