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Geral Lula defende prorrogar programa para carros um dia após seu ministro da Fazenda dizer que não havia “margem”

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Presidente estará em Roma no dia da sabatina de seu indicado para vaga no Supremo. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou a ministros nessa quinta-feira (15) que quer prorrogar o programa automotivo que concede desconto no valor de carros, caminhões e ônibus. O desejo do presidente, que depende de mais recursos orçamentários que o previsto inicialmente pelo Ministério da Fazenda, foi transmitido durante a reunião ministerial que o petista conduz desde a manhã desta quinta-feira. Segundo fontes, Lula teria interrompido o ministro Fernando Haddad para elogiar a medida e declarar que o programa é um “sucesso”.

Ao ser questionado sobre o programa ainda na quarta, Haddad disse que não haveria margem para ampliar os créditos para montadoras de veículos leves, que já pedem mais recursos, além dos R$ 500 milhões reservados para automóveis.

Já o ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, desconversou sobre a possibilidade de o governo ampliar o programa. “Não tem nenhuma decisão a esse respeito”, respondeu também na quarta. A partir da insistência de repórteres sobre a questão, o vice declarou: “Cada coisa a seu tempo”.

Para bancar o crédito de R$ 1,5 bilhão destinado ao programa, o governo decidiu reonerar parcialmente o diesel já neste ano. A partir de setembro, voltarão a incidir 11 centavos dos 35 centavos que seriam aplicados no combustível apenas em 2024.

Economia brasileira

Lula também afirmou nessa quinta-feira que a economia brasileira pode crescer mais de 2,5% este ano. Lula disse ainda estar convencido de que o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) deve superar as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), de crescimento de 0,9%. A razão, segundo ele, são as políticas do governo para que o dinheiro volte a circular na mão da população.

“Nós vamos crescer acima de 2%, de 2,5%, e se acontecer o que eu estou pensando, podemos até crescer um pouco mais, porque a primeira coisa que nós fizemos foi retomar todas as políticas sociais que estavam funcionando corretamente. Ou seja, políticas sociais que vão irrigando dinheiro na base deste país, para o pequeno produtor, para o pequeno empreendedor, para as pessoas do Bolsa Família, para as pessoas que estão na Previdência Social esperando na fila para se aposentar. Ou seja, esse dinheiro começou a voltar, inclusive voltar o dinheiro para a cultura”, disse o presidente em entrevista a rádios de Goiás.

Em abril, o FMI reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira para 0,9% este ano, abaixo da média mundial e da média dos países da América Latina e Caribe. No relatório anterior, de janeiro, a previsão era maior, de 1,2%.

O presidente criticou, novamente, o patamar da taxa básica de juros, a Selic. Ela é o principal instrumento usado pelo Banco Central (BC) para alcançar a meta de inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida.

Em março de 2021, o BC iniciou um ciclo de aperto monetário, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis, elevando a taxa básica ao seu maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. A decisão de manutenção da Selic nesse patamar vem sendo criticada pelo governo federal, que cobra uma redução para impulsionar o crescimento da economia.

“Não tem explicação, nesse país, uma taxa de juros a 13,75% [ao ano] com inflação a 4,5%. Nós não temos inflação de demanda, o povo não está comprando, nós temos 72% da população brasileira endividada”, disse, ao se referir ao programa Desenrola, lançado pelo governo para a renegociação de pequenas dívidas da população.

“Para as pessoas que estão endividadas voltarem ao mundo do comércio, de poder comprar outra vez. Elas estão endividadas no cartão de crédito porque comparam comida, então nós temos que tentar ajudar essa gente”, acrescentou Lula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Brasil.

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Lauro Junges
16 de junho de 2023 12:53

Falam e falam em posições adversas, mas falam, mas muitas pessoas continuam presas sem direito a defesa. Que país é este?
Até estão se oferecendo para mediar o conflito da Rússia x Ucrânia , mas debaixo do nariz nada interessa.

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