Domingo, 01 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de outubro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a um grupo de ministros que quer ter uma reunião bilateral com o americano Donald Trump ainda neste ano. Há duas possibilidades no radar: um encontro às margens da cúpula da Asean, clube de países do Sudeste Asiático, nas Filipinas, entre 15 e 17 de novembro, ou durante a reunião do G20, em Miami, em 14 e 15 de dezembro.
Lula e Trump irão aos dois eventos. As diplomacias de ambos os governos agora trabalham para acertar uma data da conversa.
A aposta no Palácio do Planalto é que Trump não deve se distanciar do presidente brasileiro, apesar das críticas dele à eleição e à ajuda na fuga de Flávio Bolsonaro (PL) aos EUA.
A avaliação é que o americano respeita vencedores, como Lula, e não gosta de perdedores, caso de Flávio.
Da parte do Brasil, também não há interesse em antagonizar com o americano. A estratégia é monitorar os movimentos do candidato presidencial derrotado, mas sem dar muita importância a seus atos e palavras.
Cumprimentos efusivos
O chanceler brasileiro Mauro Vieira recebeu cumprimentos efusivos de diversos de seus pares durante reunião do G20 em Atlanta (EUA), na sexta-feira (30).
Entre os que parabenizaram o ministro pela vitória de Lula estão os representantes de Turquia, China, União Europeia, Alemanha, França, Canadá, México, Índia, Reino Unido e Polônia.
Um deles disse que estava “radiante”, enquanto outro afirmou que torcia pelo resultado e que a virada havia sido “espetacular”.
Nas entrelinhas, as saudações tinham como motivo o fato de Lula ter vencido um aliado de Donald Trump.
Anfitrião do evento, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destoou do clima de euforia, mas também não gerou nenhum constrangimento a Vieira, com quem tem uma relação profissional há anos.
Vieira e Rubio conversaram brevemente durante coquetel oferecido às delegações. Eles combinaram de reunir-se antes da cúpula do G20, em meados de dezembro, na Flórida, para repassar a agenda bilateral.
A data e o local do encontro ainda serão definidos. Não trataram de questões específicas na interação, no entanto.
Apontado como responsável por viabilizar a viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA, Jason Miller, conselheiro do presidente Donald Trump, se apresentava como um “defensor da liberdade de expressão” e um crítico das big techs.
Esse era o figurino que ele utilizava quando era CEO da Gettr, rede social nos moldes do X, que criou em 2021, mirando sobretudo os públicos trumpista e bolsonarista. A promessa era de uma ferramenta sem a “censura” imposta pelas big techs tradicionais.
Em artigo para a Folha publicado em 28 de novembro de 2021, Miller disse que “a Gettr quer ser uma força do bem na luta pela liberdade de expressão”. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
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