Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de junho de 2015
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que a prisão dos presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Guiterrez, Otávio Marques de Azevedo, é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da Operação Lava-Jato, que investiga desvios de recursos na Petrobras, revelaram interlocutores.
O petista também reclamou, na sexta-feira (19), do que chamou de inércia da presidenta Dilma Rousseff para contenção dos danos causados pelas investigações sobre o escândalo. Ainda conforme seus interlocutores, Lula se queixa da atuação do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que teria convencido Dilma a minimizar o impacto político da operação.
Nas conversas, Lula se mostra preocupado pelo fato de não ter foro privilegiado, podendo ser chamado a depor a qualquer momento. Por isso, expressa insatisfação que o caso ainda esteja sob condução de Moro. Para petistas, os desdobramentos podem afetar o caixa do partido e colocar em xeque a prestação de contas da campanha da presidenta. A detenção de Odebrecht e Azevedo colocou a cúpula do PT em “estado de alerta” e preocupa o Palácio do Planalto pelos efeitos negativos na economia.
Para assessores do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o “ritmo da economia, que já está fraco, ficará mais lento”. No entanto, a estratégia adotada pelo partido e pelo governo foi a de afirmar que, em razão da influência das duas empreiteiras, a investigação atingirá as demais siglas, incluindo o PSDB.
A Odebrecht patrocinou viagens do ex-presidente ao exterior para tentar fomentar negócios na África e na América Latina. Um dos presos pela Polícia Federal é Alexandrino Alencar, executivo da Odebrecht que acompanhava Lula nessas viagens patrocinadas pela empreiteira. (Folhapress)
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