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Política Lula diz a empresários que não rasga contratos e que irá “normalizar o País”

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Pré-candidato à Presidência, petista diz em jantar que não haverá surpresas no âmbito econômico em eventual governo

Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação
Ex-presidente afirmou que pretende abolir o Preço de Paridade de Importação e retomar o modelo de gestão da era PT. (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)

Empresários que estiveram reunidos com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta terça-feira (28), ouviram do petista a promessa de que seu governo não trará surpresas no âmbito econômico.

“Nunca rasguei um contrato”, disse Lula na conversa, ao garantir previsibilidade. Ao ouvir críticas sobre o governo de Jair Bolsonaro, Lula falou que irá “normalizar o País” se eleito.

O tom do encontro, um de uma série de conversas que ele tem feito com empresários e integrantes do mercado financeiro nos últimos dias, não foi o de sabatina, mas de uma reunião informal. Na próxima semana, Lula e o candidato a vice, Geraldo Alckmin, irão à Fiesp apresentar o plano de diretrizes de governo ao presidente da federação, Josué Gomes da Silva.

As medidas eleitorais adotadas pelo governo Jair Bolsonaro e aliados no Congresso foi um dos temas discutidos no jantar pelos presentes. Há uma preocupação entre aliados do petista e empresários com o impacto das medidas para o próximo governante com a geração de problemas complexos para o futuro do País.

Aos empresários, Lula disse que seu eventual futuro governo não será apenas dele, mas também de seu vice, Geraldo Alckmin. O ex-tucano foi elogiado com frequência pelo petista, como tem sido recorrente. O ex-presidente voltou a comparar o relacionamento entre os dois a um casamento. Ao falar sobre a harmonia entre ele e Alckmin, Lula disse que os dois parecem estar casados há 50 anos.

O grau de entrosamento entre os dois chamou a atenção. Para um dos participantes, a percepção foi de que Alckmin assume cada vez mais protagonismo na campanha ao lado de Lula. Os dois falaram de números de desemprego, subocupação e aumento da fome. Alckmin falou da evolução dos programas sociais desde o governo FHC até o governo Lula.

Lula disse que quer atrair capital estrangeiro, baixar o dólar e a inflação e pediu que o empresariado se comprometa a trabalhar com ele para acabar com a miséria no País. O aumento da integração do Brasil na América Latina e maior apoio do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social e Econômico) à pequenas e médias empresas também foram explorados.

Um dos empresários presentes definiu a noite como o momento em que Lula “soltou o canto da sereia”. “Todo mundo saiu hipnotizado”, disse a fonte. O vigor do ex-presidente também surpreendeu alguns empresários, que comentaram que Lula passou pelo menos três horas falando em pé, sem se sentar. O jantar, que começou por volta de 19h30, durou mais de quatro horas.

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