Sexta-feira, 31 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 31 de julho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a estrutura ampla do Palácio da Alvorada, residência oficial dos chefes do Executivo federal, é desagradável e até “desumana”. “A cozinha fica numa ponta, o quarto fica na outra. Se você tiver que pedir café, o café chega frio. Se você pedir uma cerveja, ela chega quente”, afirmou o presidente após ser questionado pelo entrevistador Rogério Vilela, no podcast Inteligência Ltda, sobre o espaço do Palácio da Alvorada.
Segundo o presidente, o imóvel tem ao todo oito quartos, mas a distância entre eles atrapalha a rotina. “É muito belo para tirar fotografia. Agora, para morar, é muito desumano. Não é aconchegante”, disse Lula que recebeu o entrevistador na residência oficial.
Para Lula, a arquitetura do palácio também não é adequada à realidade da maioria dos presidentes que ocuparam o imóvel. “Porque quase todos os presidentes que vêm aqui não têm uma penca de filhos. O cara vem para cá já com uma certa idade, com 50, 60 anos, já tem os filhos criados”, disse.
Lula ainda citou a piscina do Alvorada. De acordo com ele, os pedidos feitos no espaço de convivência demoram a chegar por causa da distância até a cozinha. “O cara já chega cansado”, afirmou.
O Palácio da Alvorada foi construída na década de 1950, a partir de projeto de Oscar Niemeyer. As obras ocorreram junto à construção de Brasília, a capital federal idealizada por Juscelino Kubitschek.
Lulinha
Durante a entrevista, o presidente também comentou sobre o filho, Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Na quinta, o ministro Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para apurar se o filho do presidente praticou os crimes de tráfico de influência e corrupção ao atuar para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes em negócios com o Ministério da Saúde.
Lula disse que caso o filho seja investigado, não vai ficar escondido e que ele responderá “como filho de qualquer pessoa”.
“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Como eu. Não haverá nenhum privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele tiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Sabe que minha mulher morreu por causa da Lava-Jato”.
“Ele não tem o direito de errar. Ele sabe disso, ele jura todo dia. Se for julgado ele virá para cá, não vai ficar escondido não. Vai ter que provar que é inocente. E se for ocupado, vai pagar o que todo mundo tem que pagar quanto erra”, disse Lula.
Trump e eleições
Durante a entrevista, o presidente voltou a falar sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e uma eventual interferência do governo americano nas eleições.
“Eu já disse muitas vezes, aqui no Brasil a mentira não vai ganhar […] Eles vão tentar interferir aqui, tentando ajudar o lado de lá a ganhar as eleições”, disse Lula.
Lula disse ainda que não estar preocupado com uma eventual interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro e afirmou que manteve uma relação “muito boa” com Donald Trump durante o encontro entre os dois na Casa Branca. (Com informações de O Estado de S. Paulo e do portal de notícias g1)
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