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Esporte Lula diz que Vini Júnior é vítima de “barbárie racista”

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O próprio Vinicius Júnior fez uma postagem cobrando que a UEFA puna os responsáveis pelas agressões.

Foto: Divulgação
Jogador do Real Madrid se posicionou no Twitter acerca das ofensas proferidas em diferentes jogos na Espanha. (Foto: Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi às redes sociais para repudiar um novo ataque racista sofrido pelo jogador Vinicius Júnior, atleta do Real Madrid, da Espanha, e da Seleção Brasileira de futebol.

Imagens registradas em vídeo mostram torcedores do Atlético de Madrid chamando o atacante brasileiro do clube rival de chimpanzé.

As agressões racistas foram cometidas momentos antes do início da partida entre a equipe espanhola e a Inter de Milão (Itália), na última quarta-feira (13), nas imediações do Estádio Metropolitano na cidade de Madri, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, competição organizada pela a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA). O jogo nem sequer envolvia a participação de Vini Jr. e do seu time.

“É inacreditável que na segunda década do século 21 ainda exista um comportamento desse tipo. Toda a nossa solidariedade ao Vini Jr. Ele merece todo respeito e admiração pelo seu talento e competência, não essas manifestações de barbárie racista”, postou Lula na noite da quinta-feira (14).

Mais cedo, o próprio Vinicius Júnior fez uma postagem cobrando que a UEFA puna os responsáveis pelas agressões.

“Espero que vocês já tenham pensado na punição deles Champions League, UEFA. É uma triste realidade que passa até nos jogos que eu não estou presente”, publicou em seu perfil em uma rede social o jogador.

A LaLiga, entidade responsável pela organização do Campeonato Espanhol de futebol, afirmou, em nota, que irá denunciar os atos racistas contra o jogador, mesmo que a partida seja de outra competição.

“A LALIGA denunciará perante a Procuradoria de Combate ao Ódio os lamentáveis cânticos racistas contra Vinicius Jr. antes do jogo de ontem da UEFA Champions League entre o Atlético de Madrid e a Inter de Milão, mesmo que o jogo seja em outra competição e mesmo que os cânticos tenham ocorrido fora do estádio. A LALIGA está muito empenhada em fazer do futebol um espaço livre de ódio e continuará combatendo implacavelmente qualquer atitude de racismo, homofobia, violência, ódio… seja qual for a competição”.

No Campeonato Espanhol, o jogador sofreu ataques racistas em mais de 20 jogos nos últimos dois anos.

Em nota, o governo brasileiro, por meio do Palácio do Itamaraty, afirmou que recebeu com “tristeza e indignação” a notícia da ocorrência de mais uma agressão racista contra o jogador, situação que tem sido recorrente na Espanha. Além disso, informou que vai reiterar às autoridades governamentais e esportivas espanholas a preocupação com os repetidos ataques racistas ao atleta, além de cobrar providências da UEFA, organizadora do torneio no qual as manifestações racistas ocorreram.

“Enquanto não houver sanções penais e esportivas à altura, os racistas continuarão a agir e nenhuma campanha contra o racismo trará resultados efetivos”, diz a nota do Ministério das Relações Exteriores.

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