Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de junho de 2026
O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim afirmou, nessa quinta-feira (11), que a seleção africana não poderá contar com a presença de seus torcedores na Copa do Mundo, já que eles não conseguiram obter vistos para os Estados Unidos.
A rígida política migratória de Donald Trump dificulta a entrada nos Estados Unidos para cidadãos de determinados países e pode até afetar integrantes envolvidos na competição, como um árbitro somali que foi deportado no fim de semana.
O organismo, que opera sob a tutela do Ministério do Esporte do país, costuma organizar viagens para os torcedores acompanharem a seleção no exterior. Contudo, a rígida política migratória do governo Trump dificulta a entrada nos Estados Unidos para cidadãos de determinados países, o que afeta diretamente a Copa do Mundo.
De acordo com Adonis, “os torcedores cancelaram a viagem porque o governo dos EUA não quer receber torcedores de certos países em seu território.” Segundo o presidente da CNSE, os Estados Unidos ainda foram claros ao dizer que não querem receber torcedores da Costa do Marfim.
Nas participações anteriores da Costa do Marfim na Copa do Mundo (2006, 2010 e 2014), essa organização enviou dezenas de marfinenses para apoiar sua seleção. Contudo, apenas um pequeno grupo de dirigentes do CNSE recebeu autorização para viajar aos Estados Unidos.
Casos similares
O caso de torcedores da Costa do Marfim não é isolado. No último fim de semana, um árbitro somali foi deportado. Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor árbitro da África em 2025, faria história como o primeiro representante de seu país a atuar em uma Copa do Mundo. A justificativa para a decisão, anunciada na terça-feira (9), baseia-se em supostos vínculos do profissional com “suspeitos de integrar organizações terroristas”.
Além disso, a seleção do Irã, que está treinando em Tijuana, no México, terá permissão para entrar nos Estados Unidos somente um dia antes de cada uma de suas três partidas na Copa do Mundo, o que pode provocar intenso desgaste aos atletas. A federação do país ainda acusa os Estados Unidos de cancelar a cota de ingressos para a competição destinada aos torcedores iranianos.
Para os jogos no México, a embaixada dos Estados Unidos no país emitiu um alerta aos fãs sobre os potenciais perigos de cruzar as fronteiras entre os territórios, com risco de terrorismo, crimes e sequestros ou tomadas de reféns. A embaixada aconselhou os potenciais visitantes a “verificarem o nível mais recente de alerta de viagem e as informações sobre riscos” antes de qualquer viagem. Os níveis de alerta são divididos de acordo com cada cidade mexicana, podendo ir de “maior cautela” ou “reconsidere viajar” até “não viaje”. (Com informações de O Globo e Lance!)
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