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Mundo Lula é convidado por Trump para integrar “conselho de paz” em Gaza; presidente ainda não aceitou

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Presidente brasileiro diz que reunião com Trump pode fazer com que a relação entre os dois países volte à normalidade. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu um convite do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer parte do chamado “conselho da paz” para Gaza. Lula ainda não aceitou o convite.

Lula só deve avaliar se aceita ou não participar do conselho na próxima semana, segundo fontes com conhecimento sobre o assunto. Além disso, o governo brasileiro só deve se manifestar oficialmente sobre o convite do presidente norte-americano após Lula decidir se deve ou não aceitá-lo.

Também nesse sábado (17), o presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou ter sido convidado. Ao compartilhar uma imagem da carta-convite, Milei escreveu no X que será “uma honra” acompanhar a iniciativa presidida pelo próprio Trump e integrada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Os outros integrantes convidados são: o empresário bilionário americano Marc Rowan e Robert Gabriel, assistente de Trump que atua no Conselho de Segurança Nacional. Já o presidente americano vai presidir o órgão.

Trump anunciou a criação do conselho, um elemento-chave da segunda fase do plano respaldado por Washington para encerrar a guerra no território palestino. “Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, ressaltou, ao fazer o anúncio nas redes sociais.

Segundo a Casa Branca, o conselho de paz vai discutir questões como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.

O presidente americano também designou o major-general americano Jasper Jeffers para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) em Gaza, que terá a missão de manter a segurança no território palestino e treinar uma nova força policial para suceder ao Hamas.

Desde o início do conflito, em outubro de 2023, Lula tem reiterado críticas às operações militares de Israel na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro defende um cessar-fogo imediato e a criação de um Estado palestino.

A posição, registrada em discursos, entrevistas e manifestações em fóruns internacionais, se choca com o convite feito por Trump, apoiador de Israel.

Esse histórico de declarações pode colocar Lula em uma situação diplomática delicada diante do convite de Trump. Caso aceite integrar o conselho de paz, o presidente brasileiro poderá ser cobrado por coerência com as críticas que fez ao papel de Israel em Gaza, uma vez que a iniciativa é conduzida pelos Estados Unidos, principal aliado do governo israelense.

Além disso, o conselho não está vinculado diretamente à Organização das Nações Unidas (ONU), fórum que o Brasil costuma defender como central para a mediação de conflitos.

Por outro lado, uma eventual recusa ao convite também pode gerar custos diplomáticos. Trump preside o colegiado e tem buscado apoio internacional para legitimar a iniciativa.

Lula pode desagradar o presidente norte-americano ao não aceitar o convite – de quem ensaia aproximação desde as negociações do tarifaço para produtos brasileiros exportados para os EUA.

Além disso, setores da comunidade internacional podem criticar o Brasil caso o país se recuse a integrar um fórum voltado à reconstrução de Gaza, especialmente diante do discurso histórico do governo brasileiro de defesa do multilateralismo, da paz e da mediação diplomática.

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https://www.osul.com.br/lula-e-convidado-por-trump-para-integrar-conselho-de-paz-em-gaza/ Lula é convidado por Trump para integrar “conselho de paz” em Gaza; presidente ainda não aceitou 2026-01-17
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