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Política Lula e Flávio Bolsonaro: do escândalo do Banco Master às medidas populistas, abalos na intenção de voto nos dois líderes da disputa presidencial têm sido mínimos

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No levantamento Datafolha mais recente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne 39% das preferências, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 36%. (Foto: Reprodução)

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta (17) expõe certa cristalização do eleitorado diante da corrida presidencial. Do escândalo do Banco Master ao pacote de medidas populistas implementado pelo governo, mal se veem abalos nas intenções de voto que há meses se dirigem aos líderes da disputa.

No levantamento mais recente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne 39% das preferências, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 36%. Repetem-se, assim, tanto o empate técnico já registrado antes entre eles quanto a vasta distância que os separa dos demais candidatos.

Augusto Cury (Avante), que despontou como grande surpresa ao saltar de 2% para 8% das intenções de voto no início de setembro, agora recuou para 6%. Nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) computam percentuais ainda menores.

O desempenho pouco animador desse segundo pelotão levou os comitês de Lula e Flávio a reforçar suas campanhas pelo voto útil, na expectativa de definir o pleito no primeiro turno.

Para o petista, em particular, a iniciativa soa providencial. Nas simulações de segundo turno, o presidente tem 46% contra 44% de Flávio, 44% contra 44% de Cury e 46% contra 42% de Caiado. Ou seja, quase a metade do eleitorado sempre se posiciona no lado oposto ao de Lula.

E isso a despeito de o governo federal ter mobilizado somente neste ano perto de R$ 200 bilhões em 20 ações de caráter populista e elevado impacto fiscal, como a tentativa de conter o preço dos combustíveis e o recente reajuste de 15% do Bolsa Família.

Em uma disputa apertada como a atual, ainda que se considere o cenário de aparente consolidação das preferências, a medida pode fazer a diferença na reta final da campanha. E o mesmo se diga sobre eventuais novas revelações ligadas ao Banco Master.

Convém lembrar que, após a divulgação do diálogo estarrecedor entre Flávio e o mafioso Daniel Vorcaro, o candidato bolsonarista perdeu espaço razoável nas pesquisas de intenção de voto. O abalo, porém, foi temporário.

Parece indiferente, hoje, que Flávio seja o único candidato a ter negociado valores diretamente com o antigo dono do Master. Tratava-se de R$ 134 milhões supostamente para o filme “Dark Horse”, cifra quase idêntica à do contrato do fraudador com a esposa de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O envolvimento do ministro com Vorcaro deslocou a crise para o STF e aliviou a pressão sobre Flávio. Mesmo que Moraes tenha sido nomeado por Michel Temer (MDB), sua atuação na correta condenação de Jair Bolsonaro (PL) e em pautas de interesse do governo basta para muita gente associá-lo a Lula.

Eis aí um conjunto que atesta o principal sintoma da cristalização do eleitorado: os fatos da política têm sido filtrados pela definição do voto, quando seria melhor que fosse o contrário. (Opinião/Jornal Folha de S.Paulo)

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1 Comentário
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Wilson Rodrigues da Luz
21 de setembro de 2026 19:32

Essa história de querer envolver o presidente LULA, na esculhambação do dono do Banco MASTER, DANIEL VORCARO, Eu, não concordo não? O LULA, NÃO PEGOU NENHUM DINHEIRO DE DANIEL VORCARO? Já o candidato da Direita FLAVIO BOLSONARO, pegou R$ 133.CENTO E TRINTA E TRÊS MILHÕES), fora os R$ 200 MILHÕES que pegou para o custeio do seu irmão EDUARDO BOLSONARO, para bancar sua estadia nos Estados Unidos. Caso o presidente LULA tivesse oego algum dinheiro com DANIEL VORCARO, o seu MANDATO teria sido cassado e LULA já teria deixado de presidente., É necessário dizer que o Ministro ANDRÉ MENDONÇA todo… Leia mais »

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