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Brasil Após ordem de prisão, Lula passou a madrugada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista

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Aliados prestaram solidariedade ao ex-presidente, condenado a 12 anos e um mês de prisão. (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a noite de quinta-feira (05) e a madrugada desta sexta-feira (06) na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, em São Bernardo do Campo, com lideranças do PT após ter a ordem de prisão expedida pelo juiz federal Sérgio Moro. Segundo a determinação, Lula deve se entregar até as 17h desta sexta-feira à PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR). O juiz vetou o uso de algemas “em qualquer hipótese”.

Um grupo de manifestantes também passou a madrugada em frente à sede do sindicato. A última aparição de Lula foi registrada às 2h, quando o ex-presidente acenou para apoiadores que permaneciam do lado de fora.

Um carro de som serviu de palco para que várias lideranças do PT e também de outros partidos de esquerda discursassem durante a noite. O ato em defesa de Lula durou até por volta de 1h20min, mas parte dos militantes permaneceu no local em vigília durante a madrugada. Não houve registro de confusão. O quarteirão foi isolado e segue vigiado por policiais e guardas civis.

Além de Lula, estiveram no sindicato a ex-presidente Dilma Rousseff, o deputado Paulo Pimenta, o senador Lindbergh Farias, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho, os governadores Camilo Santana (Ceará) e Wellington Dias (Piauí), Guilherme Boulos, líder do MTST, e Wagner Santana, presidente do sindicato.

Lula chegou às 19h10min de quinta-feira à sede do sindicato. Em nota, a defesa de Lula afirmou que o mandado de prisão contra o petista, expedido na quinta pelo juiz Sérgio Moro, “contraria” decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

Durante a tarde, o ex-presidente participou de uma reunião no Instituto Lula também com liderança do partido. A senadora Gleisi Hoffmann criticou a decisão do STF, afirmando que parte dos ministros impediram “que o tribunal cumprisse o seu papel de guardião da Constituição, retirando do presidente Lula o direito que a Constituição lhe resguarda de presunção da inocência”.

Ela acrescentou que a prisão de Lula será uma violência e defendeu a inocência dele. “Consideramos uma prisão política. É uma prisão que vai expor o Brasil ao mundo. Viraremos uma republiqueta de bananas.” À noite, na sede do sindicato, Gleisi falou em obsessão de Moro para prender Lula.

“Só há uma justificativa: a obsessão do juiz Sérgio Moro em perseguir o presidente Lula e punir o presidente Lula. Nós não temos outra causa a refutar essa decisão do juiz Sérgio Moro que não seja a sua obsessão, o seu ódio, o seu rancor em relação ao presidente Lula. Chega a ser doentio por parte do juiz não observar os prazos recursais que ainda temos diante do TRF-4”, afirmou Gleisi.

“Isso é um atentado à democracia, aos direitos do presidente Lula. Um homem inocente, e que aliás ele [Moro] não conseguiu, ao longo do processo, mostrar as provas, os crimes que o presidente cometeu. Lamentamos muito que a situação da democracia brasileira tenha chegado a esse ponto.”

Manifestantes ligados a movimentos sociais seguiram em marcha até o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e chegaram na frente da sede por volta de 20h45min. Da janela do prédio, o ex-presidente acenou, mais de uma vez, para a multidão, que gritava frases em defesa do petista.

No fim da noite quinta-feira, a ex-presidente Dilma e o senador Lindberg Farias subiram ao carro de som para discursar. “Vocês estão lembrados que o presidente Lula, além de ser um grande líder brasileiro, foi reconhecido como o maior líder que estava governando na sua época? Foi reconhecido até pelo presidente dos Estados Unidos, que disse: ‘Esse é o cara’. Pois esse é o cara que alguns, por perseguição política, querem colocar atrás da grades”, disse Dilma.

Lindbergh falou em “perseguição”. “Nós consideramos essa prisão uma prisão ilegal, mais um gesto de perseguição do juiz Sérgio Moro. Então, por que se entregar numa situação como esta? Se querem prender, que executem a pena de prisão, que venham pra cá. Nós vamos estar aqui fazendo o nosso processos de resistência democrática, pacífica, muita gente nas ruas”, afirmou o senador.

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https://www.osul.com.br/lula-passa-a-madrugada-na-sede-do-sindicato-do-abc-apos-ordem-de-prisao/ Após ordem de prisão, Lula passou a madrugada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista 2018-04-06
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