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Armando Burd LULA PEDIU E NÃO FOI ATENDIDO

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A 2 de janeiro de 2006, durante entrevista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que “o PT ainda vai sangrar muito para recuperar a credibilidade perdida depois das acusações do uso de caixa 2 e dos casos de corrupção”, que resultaram em crise política.

Trecho da entrevista: “O PT cometeu um erro, que é de uma gravidade incomensurável. Todo mundo sabe – e sabe o PT hoje e sabe quem cometeu os erros – que o PT cometeu um erro que será de difícil reparação pelo próprio PT. Recebi as denúncias como uma facada nas costas. Mas acho que o PT tem salvação porque o PT é um partido muito grande. E numa família, quando alguém comete um erro qualquer, você não pune a família inteira. Vai ser punido quem cometeu o erro. E a legenda continuará com a mesma grandeza com que fez política nestes últimos 20 anos.”

Lula tinha razão: a 1º de outubro de 2006, buscando a reeleição, obteve 48,61 por cento dos votos e Geraldo Alckmin não passou de 41,64. No 2º turno, a 29 de outubro, ocorreu fato inédito: Alckmin, tímido e reticente, somou 39,17 por cento, menos do que no 1º turno. Lula subiu para 60,83.

Os problemas do PT cresceram, levando vários de seus dirigentes a condenações e ao cumprimento de penas de prisão. Fatos que não impediram, na sequência, duas vitórias de Dilma Rousseff.

Na mesma entrevista, Lula acrescentou: “Com relação à minha pessoa, a única coisa que peço a Deus é que, quando terminar tudo isso, aqueles que me acusam peçam desculpas. Só peço isso. Não quero mais do que isso. Peçam desculpas.”

Passados 10 anos, não consta que tenha sido atendido.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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