Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de janeiro de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A 2 de janeiro de 2006, durante entrevista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que “o PT ainda vai sangrar muito para recuperar a credibilidade perdida depois das acusações do uso de caixa 2 e dos casos de corrupção”, que resultaram em crise política.
Trecho da entrevista: “O PT cometeu um erro, que é de uma gravidade incomensurável. Todo mundo sabe – e sabe o PT hoje e sabe quem cometeu os erros – que o PT cometeu um erro que será de difícil reparação pelo próprio PT. Recebi as denúncias como uma facada nas costas. Mas acho que o PT tem salvação porque o PT é um partido muito grande. E numa família, quando alguém comete um erro qualquer, você não pune a família inteira. Vai ser punido quem cometeu o erro. E a legenda continuará com a mesma grandeza com que fez política nestes últimos 20 anos.”
Lula tinha razão: a 1º de outubro de 2006, buscando a reeleição, obteve 48,61 por cento dos votos e Geraldo Alckmin não passou de 41,64. No 2º turno, a 29 de outubro, ocorreu fato inédito: Alckmin, tímido e reticente, somou 39,17 por cento, menos do que no 1º turno. Lula subiu para 60,83.
Os problemas do PT cresceram, levando vários de seus dirigentes a condenações e ao cumprimento de penas de prisão. Fatos que não impediram, na sequência, duas vitórias de Dilma Rousseff.
Na mesma entrevista, Lula acrescentou: “Com relação à minha pessoa, a única coisa que peço a Deus é que, quando terminar tudo isso, aqueles que me acusam peçam desculpas. Só peço isso. Não quero mais do que isso. Peçam desculpas.”
Passados 10 anos, não consta que tenha sido atendido.
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