Quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026
Por Cláudio Humberto | 5 de fevereiro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O governo vai cozinhar no Ministério da Gestão e Inovação, sob comando de Esther Dweck, a análise do dispositivo que autoriza pagamentos acima do teto constitucional para servidores da Câmara e do Senado. Para descolar o governo da indecorosa benesse, Randolfe Rodrigues (PT-AP), foi escalado para trombetear possível veto ao projeto e negar acordo. Participantes do encontro contaram à coluna que a votação foi toda definida em reunião de líderes da Câmara.
Rápido como quem rouba
Na reunião, foi definido que o texto teria tramitação vapt-vupt, em um dia, regime urgência (furando a fila). Em duas horas, estava tudo aprovado.
Passou a boiada
Levantou-se, na trama dos líderes, que o número de beneficiados estaria entre 70 a 80 servidores, mas isso é falso.
Toma lá, dá cá
O próprio ministério de Dweck, que agora supostamente fará a tal análise do veto, foi beneficiada pelo projeto: ganhou 1.500 cargos.
Ranking criminoso
Levantamento do Partido Novo, que votou contra a proposta, indica que os supersalários no Brasil são 21 vezes maiores que na Argentina.
Desmandos no IBGE entram na mira da oposição
Chegou ao Congresso Nacional a crise envolvendo servidores do IBGE e Márcio Pochmann, petista sem grande feito no partido e escolhido por Lula para chefiar o instituto. A oposição quer apurar contaminação ideológica e passar lupa na gestão de Pochmann após massiva saída de servidores, comprometidos com a qualidade técnica do instituto, de coordenações responsáveis pela produção de estatísticas econômicas e sociais. O TCU já foi acionado para investigar as exonerações.
Alô, TCU
Ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, o deputado Sanderson (PL-RS) chama atenção para as demissões antes da divulgação do PIB.
Pedala, CGU
Adriana Ventura (Novo-SP) cobrou da CGU ações de controle interno no IBGE e denunciou possível viés político em publicações institucionais.
Tebet muda
Alheia à crise entre o petistão e os servidores do IBGE, a ministra Simone Tebet (Planejamento) também foi cobrada a se manifestar.
Esperança de Nobel
O Senado receberá em audiência pública a pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ, com sua pesquisa sobre polilaminina, que tem feito pessoas paraplégicas e tetraplégicas recuperar movimentos.
Manobra protelatória
Eduardo Girão (Novo-CE) denúncia que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), quer abafar as investigações contra o Banco Master. O senador cita as sessões remotas e cancelamento de reuniões.
Feito petista
Dos poucos parlamentares que votaram contra o pagamento malandro acima do teto, para servidores do Câmara, não há deputados ou senadores do PT de Lula, que sempre se disse contra os supersalários.
Respeite o povo, Fraga
O deputado Alberto Fraga (PL-DF), relator do projeto imoral de assalto ao bolso do cidadão, criando supersalários na Câmara, agora não para de ouvir o próprio bordão em Brasília: “Respeite o povo!”
Negócio familiar
Além de pedir o afastamento de Dias Toffoli (STF) do processo do Caso Master, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) também pediu a quebra de sigilo bancário dos irmãos do ministro, ligados ao resort Tayayá.
E o inquérito?
O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) quer saber de Alexandre de Moraes se o deputado petista que divulgou montagem de IA com Bolsonaro, Vorcaro e Campos Neto vai para o inquérito das fake news.
Só depois
Ao menos no que depender de Hugo Motta, pautas tidas como prioritárias pelo governo, como o projeto-preguiça do fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança, ficarão para depois do Carnaval.
Muito a investigar
A CPMI do INSS ainda irá apreciar quase mil requerimentos, incluindo Relatórios de Inteligência Fiscal do Coaf e quebra de sigilos bancário e fiscal (de 2022 a 2026) de Lulinha, filho de Lula enrolado com o “Careca”.
Pergunta no IBGE
Pedalada em estatísticas também rende impeachment?
PODER SEM PUDOR
Linha reta não é mérito
O cordato senador Jarbas Passarinho (PA) certa vez se meteu em um bate-boca entre Petrônio Portella (PI) e Paulo Brossard (RS) para socorrer o amigo do Piauí. Polemista competente, Brossard escorregou no autoelogio: “Minha conduta de homem público é uma linha reta!” Passarinho não perdeu a piada. Ao microfone, arrancou gargalhadas: :Se andar em linha reta fosse mérito, a toupeira seria o rei dos animais…”
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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