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Armando Burd Luta desigual

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Não adianta a receita pública subir. A despesa desproporcional tem sido maior. (Foto: Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A gestão pública brasileira tem várias características. Uma delas é que o déficit não para, mesmo com a receita em alta. Por décadas, do Oiapoque ao Chuí, a pergunta frequente aos governantes se repete: o que houve com a austeridade prometida?

Não adianta a arrecadação ir bem que despesas se misturam ao desperdício e ninguém segura a descida da ladeira. O pior é que não surgiu um pacote fiscal, entre tantos já lançados, capaz de reduzir o rombo crescente nas contas públicas.

Esbanjamento

Ao contrário de outros países, para cada novo tributo corresponde a invenção de despesas. Confirma a regra de que a maioria dos governantes não pode ver dinheiro em caixa.

Meta necessária

O reequilíbrio das contas públicas precisa entrar com urgência no dicionário do setor público. O desajuste torna o País mais vulnerável a impactos externos e impede o crescimento da Economia.

Termina fase experimental

Amanhã, o governo do Estado completará 100 dias. Para o 1º escalão no Palácio Piratini ficarão proibidas as tradicionais perguntas: Qual o botão que se aperta para chamar a secretária? E o motorista? Existe algum restaurante aqui por perto? E os preços? Uso memorando, circular, ordem interna, portaria ou decreto? Onde fica o toalete das autoridades? Quem está credenciado a usá-lo?

Acusada de abandono

Na notificação que o governo do Estado encaminhou à arrendatária Cais Mauá do Brasil S.A., pelo descumprimento de cláusulas do contrato, destacam-se: 1º) desde 20 de março deste ano, os serviços de vigilância armada da área estão ausentes. Situação que caracteriza abandono; 2º) já ocorreram furtos de cabos elétricos ao longo da linha de alimentação que passam por vários armazéns. O prazo para resposta se esgotará amanhã.

Sem saída

Marco Soligo, futuro presidente da CEEE, pode também ser chamado de liquidante de uma estatal quase quebrada. Além da dívida com o ICMS de 1 bilhão de reais, análises de técnicos do atual governo concluíram que a empresa é irrecuperável.

Merece reconhecimento

Teóricos, entre os quais se incluem professores universitários, afirmam que o governo Bolsonaro vem pecando na articulação para garantir a aprovação da reforma da Previdência. Defendem o tradicional toma lá dá cá. Quer dizer, troca de votos por cargos que incham a máquina pública. Dos 513 deputados federais, em torno de 50 por cento querem benesses para seus afilhados políticos. O governo deveria ser aplaudido por romper com a prática vergonhosa.

Deve melhorar

O Detran avalia a possibilidade de modificação nas fiscalizações. As abordagens de motoristas seriam gravadas e transmitidas em tempo real. Uma câmera especial serviria para ler as placas dos carros, apontando se o motorista teve a habilitação suspensa ou se o veículo é roubado.

Escândalo incontrolável

Os segurados que pedem aposentadorias e pensões têm recebido ofertas de empréstimos antes mesmo de serem comunicados pelo INSS de que os benefícios solicitados foram concedidos. Trata-se de lamentável invasão de privacidade e chatice pela insistência dos operadores de financeiras. Prova de que, na era de Informática, as falcatruas singram em mares tranquilos. Basta uma propina por baixo do pano para o vazamento.

Choque no bolso

O aumento do preço dos alimentos na Argentina foi o fator determinante para que a inflação de março tenha ficado em 4 por cento. Nos quatro primeiros meses do ano estará somando 15 por cento.

Passou do limite

Com a frequência de desperdícios e a corrupção com dinheiro público, contribuintes de impostos cansaram de ficar na condição de otários.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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