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Ciência “Luz da vida” que se apaga após a morte é encontrada em seres vivos e plantas

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A descoberta aponta que todos os seres vivos emitem essa luz de fótons a partir de reações bioquímicas do organismo.

Foto: The Journal of Physical Chemistry Letters (2025)
A descoberta aponta que todos os seres vivos emitem essa luz de fótons a partir de reações bioquímicas do organismo. (Foto: The Journal of Physical Chemistry Letters (2025))

De acordo com um estudo de pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, os seres vivos emitem uma “luz da vida” que se apaga após a morte.

Trata-se da Emissão de Fótons Ultrafraca (UPE, em inglês) uma luz de intensidade extremamente baixa e invisível a olho nu.

A descoberta foi publicada no “The Journal of Physical Chemistry Letters” em abril e aponta que todos os seres vivos emitem essa luz de fótons a partir de reações bioquímicas do organismo. Ela ocorre a partir da produção de Espécies Reativas de Oxigênio (ROS), que são subprodutos naturais do metabolismo celular.

Quando um organismo está sob estresse, ele pode ativar vias bioquímicas que geram ROS. Um excesso de produção de ROS pode levar ao estresse oxidativo, o que, por sua vez, induz processos de excitação e transferência de elétrons, resultando na emissão de UPE.

Para chegar aos resultados publicados no estudo, os cientistas submeteram camundongos e plantas a experimentos. Com o intuito de identificar a Emissão de Fótons Ultrafraca (UPE) nos animais, os pesquisadores empregaram uma metodologia específica, que envolveu:

– Ambientação: a UPE é uma luz extremamente tênue e invisível ao olho humano. Para garantir que somente a luz dos camundongos fosse detectada, os animais vivos e mortos foram colocados em um ambiente completamente escuro e em temperatura controlada. Isso foi essencial para evitar interferências externas.

– Uso de câmeras de alta sensibilidade: para capturar a UPE, câmeras CCD (Charge-Coupled Device) foram usadas, pois elas são possuem alta sensibilidade e são capazes de capturar fótons de comprimento de onda visível únicos com baixo ruído e eficiências quânticas superiores a 90%.

– Comparação entre camundongos: o objetivo dos pesquisadores era detectar diferenças entre os animais vivos e mortos, mesmo todos eles estando com a temperatura corporal de 37°C. Eles observaram que os camundongos vivos emitiam uma intensidade de UPE significativamente maior em comparação aos camundongos mortos recentemente, cuja UPE estava quase completamente apagada.

Para identificar a UPE nas plantas, os pesquisadores também criaram um ambiente controlado com ausência de luz. A partir desse ponto, houve diferenças no experimento. Inicialmente, ao invés da câmera CCD, eles optaram por um aparelho EMCCD (Electron-Multiplying Charge-Coupled Device).

Além disso, as plantas foram submetidas a diversos fatores de estresse para visualizar os efeitos da UPE para e entender a variação dessa luz de fótons.

– Mudanças de temperatura: um aumento na temperatura causou um aumento na intensidade da UPE nas plantas.

– Lesões ou ferimentos: plantas com lesões ou ferimentos demonstraram uma emissão maior da luz. Outra conclusão foi que a área lesionada emitia mais luz em comparação com as partes saudáveis.

– Uso de produtos químicos: a aplicação de tratamentos químicos também modificou as características de emissão da UPE das plantas. A aplicação de um anestésico local, como a benzocaína, nas lesões, resultou na maior emissão de UPE entre os compostos testados.

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Anderson Cardoso da Silva
15 de junho de 2025 22:37

Por muito tempo na casa da minha mãe a luz da vida foi uma vela assesa

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