Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de março de 2016
Durante os cem primeiros dias de seu governo, o presidente da Argentina, o conservador Mauricio Macri, reformulou muitas das políticas que seus predecessores populistas passaram 12 anos implementando no país.
Analisando sua gestão, o ex-prefeito de Buenos Aires afirmou que talvez seu maior desafio seja reprimir a corrupção descontrolada que há muito aflige o país e que se agravou nos últimos dez anos. Em entrevista à agência AP (Associated Press), Macri expressou indignação diante da impunidade muitas vezes flagrante e disse que demitirá qualquer pessoa em seu governo que não seja honesta e transparente.
“Sinto a mesma coisa que a maioria dos argentinos: raiva, desencanto e impotência”, afirmou, refletindo sobre um vídeo que mostra o filho de um empresário ligado a um ex-presidente supostamente contando pilhas de dólares, euros e pesos argentinos. “Não haverá repetição desse tipo de corrupção embaraçosa, desses abusos de poder”, disse.
As mudanças que ele implementou nos três últimos meses conquistaram a atenção do presidente norte-americano, Barack Obama, que visitará a Argentina na próxima semana. Macri, filho de um dos mais ricos empreendedores argentinos, retratou a visita como uma oportunidade de mostrar ao mundo que a Argentina está corrigindo suas falhas e, assim, espera abrir as portas a bilhões de dólares em investimentos. (Folhapress)
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