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Brasil Maioria dos novos pedidos para usinas eólicas e solares não sairá do papel, prevê Ministério de Minas e Energia

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Número de pedidos de autorização para construção de usinas eólicas e solares disparou depois que o governo anunciou que vai acabar com subsídio

Foto: Soninha Vill/GIZ
Número de pedidos de autorização para construção de usinas eólicas e solares disparou depois que o governo anunciou que vai acabar com subsídio. (Foto: Soninha Vill/GIZ)

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Paulo Cesar Magalhães Domingues, afirmou que a maior parte dos projetos de novas usinas eólicas e solares apresentados nos últimos meses não vai sair do papel porque, segundo ele, não haverá no Brasil demanda suficiente para a energia a ser gerada.

O número de pedidos de autorização para construção de novas usinas eólicas (que usam o vento para gerar energia) e solares disparou depois que o governo anunciou que vai acabar com o subsídio a esses empreendimentos. Só terão direito ao benefício os projetos cujos pedidos de autorização forem apresentados à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) até o início de março de 2022.

A intenção de acabar com o subsídio foi oficializada pelo governo com a publicação de uma medida provisória em setembro de 2020. Desde então, a Aneel viu dobrar o número de pedidos de autorização: foram 1.886 para projetos de usinas eólicas e solares entre setembro de 2020 e março de 2021.

Juntas, essas usinas teriam capacidade de produzir 85 GW (gigawatts), o que equivale a cerca de metade de toda a capacidade de geração de energia instalada no País atualmente.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético afirmou que as estimativas indicam um aumento da demanda por energia em cerca de 50 GW no País até 2030, bem menos que os 85 GW dos projetos eólicos e solares.

Ele lembrou que a lei exige também que os empreendimentos autorizados devem entrar totalmente em operação em até 48 meses após a autorização concedida pela Aneel.

“Nem nos próximos dez anos nós vamos ter mercado consumidor para toda essa energia. O que vai acontecer? Muitos desses empreendimentos, daqui a 48 meses, não vão conseguir implantar porque nenhum empreendedor vai construir sem ter contrato garantindo a compra da energia”, disse Domingues.

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