Sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026
Por Luís Eduardo Souza Fraga | 6 de fevereiro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Ter informação não é ter conhecimento!
Partimos, é claro, do direito constitucional à livre expressão que todos nós desfrutamos dentro da lei.
Mas essa reflexão é necessária!
Estamos vivendo a era da difusão ampla da informação, principalmente por conta dos meios digitais, que facilitam e democratizam esse processo. A informação, graças à grande rede da internet, em suas mais variadas ferramentas, cada vez mais chega aos lares dos brasileiros, nos mais longínquos rincões.
Talvez, por isso, muita gente acredita ter conhecimento para tratar sobre os mais diversos assuntos, um grande erro, pois dessa forma muitos aventuram-se a dar a sua opinião sobre tudo, gerando situações desconcertantes, para eles mesmos!
Na era das “fake news”, todo o cuidado é pouco com as informações que correm livre na internet!
Ao dar a sua opinião e, muitas vezes, proferir verdadeiros absurdos, recheados de radicalismos e fanatismos, quem faz isso não se dá conta da situação que está passando, mas muitos de seus amigos e parentes sabem e a vergonha alheia é inevitável e, em alguns casos, o afastamento também! Fica a reflexão!
Informação não é conhecimento, ainda mais nos dias atuais, com as redes sociais “inundando” plataformas e aplicativos com todo o tipo de notícia falsa ou distorcida da realidade, todo o cuidado é pouco, pois muitas vezes ao expressar sua opinião em cima de uma notícia falsa ou distorcida propositalmente, a pessoa poderá colocar-se em uma situação embaraçosa, perante aqueles que realmente possuem o conhecimento sobre o tema e, assim, comprometendo a própria credibilidade.
Nada substitui o conhecimento e para ter conhecimento é necessário base, estudar o tema profundamente e “beber” de várias fontes confiáveis, para só depois formar a sua consciência sobre o fato, qualquer procedimento diferente disso, você estará apenas colocando a sua opinião e não construindo reflexão e conhecimento.
As redes sociais estão infestadas de “fake news” e de pessoas que acreditam cegamente nelas, além dos problemas já citados, também acontece discussões, brigas em família e amizades que se desfazem, é lamentável!
Imaginem como será nos próximos meses, as eleições chegando e cada um sustentando bravamente a sua opinião! Não quero nem ver!
Precisamos urgentemente de mais conhecimento e menos opinião, para o bem das relações pessoais, políticas, culturais e do desenvolvimento do país!
O problema é que conhecimento implica em estudar e, em época de informações curtas, rápidas e em grande quantidade, as pessoas não se dedicam a ler e interpretar um texto mais longo e complexo de fontes mais confiáveis, isso está se transformando em um fenômeno social que vem a prejudicar a cultura e a economia do país, que já traz consigo problemas culturais desde sempre e, em muito, por falta de Educação escolar de base. Fica a reflexão!
Ler, buscar fontes confiáveis, estudar o tema, refletir e, só depois dar a opinião, essa é a receita para escaparmos dos problemas e dos conflitos, mas do jeito que a informação e a fake news corre solta em vários formatos, todos nós corremos esse risco!
Precisamos de: “Mais conhecimento e menos opinião”!
(Prof. Luís Eduardo Souza Fraga – Historiador e escritor – fragaluiseduardo@gmail.com)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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