Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de junho de 2021
Mais de 12% dos brasileiros tomou as duas doses ou a dose única de vacinas contra a covid. De acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa, divulgado às 20h desta terça, são 25.556.540 pessoas vacinadas com a segunda dose e 431.106 pessoas que receberam a dose única, um total de 25.987.646 doses aplicadas, ou seja, 12,27% da população.
A primeira dose foi aplicada em 72.534.656 pessoas, o que corresponde a 34,25% da população.
Somando as duas doses e a única, são 98.552.302 vacinas aplicadas no total.
Nas últimas 24 horas, a primeira dose foi aplicada em 1.165.441 pessoas, em 211.775 na segunda e em 183.600 na dose única, com um total de 1.560.816 doses aplicadas neste intervalo.
Os cinco Estados com maior percentual da população com esquema vacinal completo são:
— Mato Grosso do Sul (17,05%)
— Rio Grande do Sul (16,25%)
— Espírito Santo (13,95%)
— São Paulo (13,61%)
— Pará (13,06%).
Doses prontas
Um lote com 1 milhão de doses prontas da vacina contra a covid-19 CoronaVac, produzido na China, chegou ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na noite desta terça.
O Instituto Butantan entregará a remessa ao Ministério da Saúde, para o Programa Nacional de Imunização (PNI).
De acordo com o governo de São Paulo, o envio de vacinas prontas foi negociado durante encontro com representantes do laboratório chinês Sinovac, que vieram a São Paulo visitar as instalações do Instituto Butantan no último dia 22.
A maior parte das doses da CoronaVac já aplicadas no Brasil foi produzida pela fábrica do instituto, na Zona Oeste de São Paulo, a partir da matéria-prima da Sinovac proveniente da China.
A falta de matéria-prima foi o que gerou suspensões da produção de CoronaVac entre abril e junho deste ano. O Butantan leva de 15 a 20 dias, a partir da chegada do insumo, para processar, envasar e rotular o imunizante.
Na prática, o envio de doses prontas da CoronaVac pode representar uma aceleração da entrega das vacinas ao governo federal.
A nova fábrica do Butantan, que será responsável por todo o processo de fabricação da CoronaVac sem a necessidade de importação de insumos, ainda está em obras. A previsão é que o local fique pronto em dezembro.
Covaxin
Os ministros Marcelo Queiroga, da Saúde, e Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU), anunciaram a suspensão do contrato de compra da vacina indiana Covaxin.
O contrato da Covaxin se tornou alvo da CPI da Covid no Senado e do Ministério Público Federal depois que o servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, e o irmão dele, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), denunciaram “pressão atípica” dentro da pasta pela aceleração da compra da vacina.
O ministro Wagner Rosário afirmou que o contrato permanecerá suspenso enquanto a CGU estiver realizando, por meio de auditoria, uma “revisão do processo” de aquisição da vacina, a fim de identificar eventuais irregularidades.
Em depoimento à CPI, os irmãos Miranda disseram ter procurado o presidente Jair Bolsonaro em 20 de março para alertar sobre suspeitas de corrupção em relação à compra de 20 milhões de doses do imunizante. Em contraste com a negociação de outras vacinas, a da Covaxin envolvia uma empresa intermediária, a Precisa Medicamentos. Além disso, a Covaxin é a mais cara das vacinas negociadas pelo Brasil.
Bolsonaro confirmou o encontro com os dois irmãos, mas negou que eles tivessem relatado suspeitas de corrupção. Senadores apontaram prevaricação e apresentaram ao Supremo Tribunal Federal uma notícia-crime contra o presidente.
Os comentários estão desativados.