Quinta-feira, 30 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de maio de 2020
O impacto econômico da pandemia de coronavírus levou mais de mil pessoas a fazerem fila para receber pacotes de comida grátis, no sábado (9), em Genebra, na Suíça, considerada uma das cidades mais ricas do mundo.
Voluntários distribuíram cerca de 1.500 pacotes de comida para suíços que perderam seus empregos, trabalhadores pobres e imigrantes.
A fila, com mais de um quilômetro de extensão, começou a ser formada às 5h, no horário local.
“Isso é ótimo, porque há comida para uma semana, uma semana de alívio. Eu não sei [como vai ser] na próxima semana”, disse uma nicaraguense moradora de Genebra à agência de notícias Reuters.
Segundo Silvana Matromatteo, uma das coordenadoras da campanha, muitos suíços afirmam não acreditar que isso esteja acontecendo no país. “Talvez a Covid-19 tenha trazido tudo à tona, e isso é bom, porque seremos capazes de tomar medidas para apoiar todos esses trabalhadores”, diz.
Nova etapa
Em uma nova etapa dos planos de flexibilização das restrições adotadas por causa da pandemia de Covid-19, restaurantes, cafés, lojas e museus voltaram a funcionar em toda a Suíça nesta segunda-feira (11).
O país registrou apenas 39 novos casos da doença nesta segunda, elevando o total de pessoas diagnosticadas para 30.344. Desde o início da crise, 1.543 pessoas morreram na Suíça após contraírem o novo coronavírus.
O governo suíço foi um dos primeiros da Europa a iniciar a reabertura da economia após decretar medidas de isolamento social para combater a propagação da Covid-19.
Todos os estabelecimentos precisarão adotar medidas sanitárias para proteger a saúde dos clientes. Em restaurantes, bares e cafés, apenas quatro pessoas poderão sentar nas mesas, que deverão estar a dois metros de distância uma das outras.
Além disso, os clientes deverão revelar nome, sobrenome e número de telefone, para que o governo consiga rastreá-los em caso de exposição ao vírus.
Sistemas de alerta
Os países europeus devem reforçar seus sistemas de alerta para reagir rapidamente a uma segunda onda de coronavírus, alertou a agência europeia de controle de doenças (ECDC, na sigla em inglês).
“Em suas avaliações de risco, a agência afirmou que os governos devem informar claramente à população que a possibilidade de uma segunda onda existe, mesmo que a pandemia tenha sido vencida agora”, disse nesta segunda (11) Stefan de Keersmaecker, porta-voz da Comissão Europeia para saúde pública.
A preocupação acompanha um movimento de retomada das atividades na maioria dos países que adotaram quarentenas. Em alguns deles, como Dinamarca e Alemanha, o aumento dos encontros entre pessoas provocou um crescimento na taxa de contágio, levando os institutos a intensificar o monitoramento dos casos. As informações são da agência de notícias Reuters e dos jornais Valor Econômico e Folha de S.Paulo.
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