Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2022
Malala Yousafzai enviou carta direcionada ao presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD).
Foto: Arquivo/ReutersVencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2014, a ativista paquistanesa Malala Yousafzai enviou uma carta ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em que pede um maior orçamento para a educação no Brasil.
A carta, lida em uma sessão de debates no Senado, nesta segunda-feira (21), demonstra preocupação com a taxa de exclusão escolar no país, que aumentou desde o início da pandemia da Covid-19, sobretudo entre meninas.
Malala cita que a aprovação pelo Congresso, em 2020, do Fundeb, o fundo que financia a educação básica no País, foi “um momento histórico”. Mas aponta que desde o início da pandemia, 10% dos alunos de 10 a 15 anos de idade relataram que não irão retornar à sala de aula quando suas escolas reabrirem. No documento, a ativista pede atenção especial às meninas.
“Pesquisas do Fundo Malala nos mostram que o aumento das taxas de pobreza, de responsabilidades domésticas, de trabalho infantil e de gravidez na adolescência separam desproporcionalmente a capacidade das meninas de aprender durante a pandemia, impedindo o retorno delas à escola”, diz.
Malala aponta a educação das meninas como solução para “alguns dos problemas mais urgentes do mundo”. Ela defende que “aumentar os orçamentos à educação e fornecer recursos às escolas públicas é fundamental para assegurar que as meninas continuem aprendendo”.
Por fim, pede que os senadores assumam “compromissos ambiciosos” pela educação das meninas. Além da implementação do Fundeb, Malala cobra a regulamentação do Sistema Nacional de Educação. Além de financiamento equitativo, a carta pede recursos para escolas em comunidades negras, indígenas e quilombolas.
Por outro lado, o documento enviado a Pacheco, além de pedir uma “busca ativa” por crianças que estão fora da escola, faz elogios ao Brasil. Segundo a carta assinada por Malala, “o financiamento robusto do Brasil para a educação e o compromisso do país com acesso à escola têm sido um exemplo para o resto do mundo.”
Nascida em 1997, Malala Yousafzai foi a pessoa mais jovem a receber um Prêmio Nobel, ainda aos 17 anos. Ela foi reconhecida por lutar contra os ideais do Talibã, que rejeita a educação de mulheres. Em 2012, sofreu um atentado dentro de um ônibus escolar, foi baleada três vezes e ao se recuperar, iniciou uma campanha em defesa de um sistema educacional mais inclusivo.
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Impressionante, não conseguem resolver problemas dentro de seu próprio país (Paquistão) mas tem que dar pitaco no País dos outros.
Pergunto a ela se no Paquistão tem ensino de qualidade e de graça???? Se tornou moda, estrangeiros de países com regime severo, exigir do Brasil, o que eles não têm, inclusive Liberdade, o Brasil é um país maravilhoso que está aos poucos, limpando o lixo e os ratos de esgoto criados pelo PT.
A paquistanesa que vá exigir isso do governo do seu País, porque aqui no Brasil a Educação Básica, ou seja, da Educação Infatil até o Ensino Médio desde a LDBEN de 1996 é gratuita e só não é de ótima qualidade por causa dos governos do lula/dilma e agora também teve a qualidade afetada em função da pandemia do corona vírus.
Quando tá “pátria educadora” ela calou, talvez para ela aquilo seja “bons” índices.