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Brasil Manifestação a favor de Lula e Dilma em Porto Alegre reúne dez mil pessoas na Redenção

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Mais de 10 mil pessoas protestaram no parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre, no ato organizado pela Frente Brasil Popular, que reuniu movimentos sociais. Durante o protesto, foi aprovada uma moção de vigília permanente e convocado novas manifestações para a próxima sexta-feira (18), na capital gaúcha.

Deputados federais, estaduais e vereadores do campo popular também reafirmaram o momento de preocupação e a necessidade de haver mobilização para conter “o avanço de uma onda conservadora e fascista que ameaça as conquistas históricas dos últimos três mandatos de Lula e Dilma”. A marca das falas era: “Não vai ter golpe, vai ter luta”.

Pela manhã, um “coxinhaço” antecedeu o Ato chamado pela Frente Brasil Popular. Cerca de 5 mil coxinhas de frango foram assadas em churrasqueiras ao ar livre.

Cinco mil coxinhas foram assadas e distribuídas à população. (Foto: Divulgação)

 

Filas se formaram em busca do “quitute”. (Foto: Divulgação)

Os movimentos populares da luta pelos direitos das mulheres, de defesa dos direitos dos negros, dos estudantes disseram que não arredarão o pé da luta e que permanecerão mobilizados para participar da defesa da democracia.

Maria do Carmo Bittencourt, da Marcha Mundial das Mulheres, abriu o primeiro bloco de manifestações do “Ato contra o Golpe e pela Democracia”. De cima do caminhão de som, chamou para a mobilização. “O movimento das mulheres está unido pela democracia. Não aceitamos nenhum retrocesso nos nossos direitos. Até porque, quando os direitos são cerceados, são as mulheres as primeiras a perderem direitos, como o emprego”, afirmou.

Representando os trabalhadores e trabalhadoras da educação, a presidenta do Cpers/Sindicato, Helenir de Oliveira, chamou a atenção para a opção política de quem vive o momento histórico em que estamos. “O nosso lado é o lado da democracia, das políticas públicas, o lado que defende a Petrobras. A Petrobras é a causa do golpe que querem nos dar. Quem luta contra a corrupção, não atende ao chamado do Aécio Neves, do Eduardo Cunha”, advertiu Helenir.

Deputados federais, estaduais e vereadores do campo popular pediram a manutenção da democracia. (Foto: Divulgação)

Deputados federais, estaduais e vereadores do campo popular pediram a manutenção da democracia. (Foto: Divulgação)

 

Parcão

No Parcão, a reunião de manifestantes contra Lula e o governo Dilma contou com 35 mil pessoas, segundo a Brigada Militar. Os organizadores apontaram 50 mil. Cartazes pedindo o impeachment da presidenta e elogiando a Polícia Federal pela prisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva foram levantados.

No Estado, Caxias do Sul, foi uma das cidades que mais levou manifestantes contra o PT às ruas.

População de Caxias do Sul saiu às ruas contra Lula e o governo Dilma. (Foto: Luiz Erbes/Agência Freelancer)

Brasil

Os protestos contra o governo Dilma Rousseff realizados neste domingo (13) ocorrem em pelo menos 17 Estados, além do DF. As maiores concentrações, segundo dados da Polícia Militar, estão sendo registradas no Recife, onde 120 mil foram às ruas, e em Brasília: 100 mil manifestantes.

Já de acordo com os organizadores, em Brasília foram 200 mil pessoas e, no Recife, 150 mil. Os atos já acabaram nas duas cidades.

No Rio, não há estimativa da polícia, mas os manifestantes que pedem o impeachment falam em 200 mil pessoas no ato realizado na orla de Copacabana.

Em Belo Horizonte, onde os protestos também já se encerraram, 30 mil, segundo a PM, ou 40 mil, segundo os organizadores, foram às ruas.

Os atos já se encerraram em Maceió (onde 25 mil foram às ruas, segundo a PM), Salvador (25 mil), São Luís (4 mil) e Belém (sem estimativa).

Em São Paulo, onde os atos começaram às 14h, milhares de manifestantes já ocupavam a avenida Paulista desde o fim da manhã. Os manifestantes pedem o impeachment de Dilma. Até agora, não há registro de confrontos, o que foi comemorado pelo governo, que avaliou os atos como “fortes”.

Atos em favor do governo Dilma e do ex-presidente Lula ocorreram em Porto Alegre, Fortaleza e Recife.

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