Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 31 de maio de 2020
Na tarde fria e nublada deste domingo (31), o Centro Histórico de Porto Alegre voltou a ser palco de manifestações a favor e contra o governo do presidente Jair Bolsonaro. A área escolhida foi a mesma: as imediações do quartel do CMS (Comando Militar do Sul), na Rua da Praia. Apesar do clima de provocação e da proximidade entre os grupos, o policiamento reforçado impediu incidentes mais graves.
A BM (Brigada Militar) havia recebido informações de seu serviço de inteligência, indicando que desta vez a presença de pessoas seria mais intensa que a verificada em outros três fins de semana desde abril. Com o auxílio da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), a corporação optou por isolar um perímetro pelo menos seis quadras, causando desvios no tráfego de veículos.
Além disso, diversos policiais reforçaram as ações na área, impedindo que o acirramento de ânimos, em meio a ofensas e outras hostilidades, resultasse em agressões e atos de vandalismo. Um dos momentos mais tensos foi quando um “bolsonarista” sofreu um empurrão e acabou caindo durante bate-boca com militantes pró-governo, no entanto a chegada de brigadianos permitiu que ele deixasse rapidamente o local.
Rivalidade
Repetindo um comportamento já observado nos protestos anteriores, os defensores de Bolsonaro totalizam cerca de 50 manifestantes. A maioria vestia verde-e-amarelo e vociferava palavras-de-ordem a favor da atual gestão federal e reivindicando medidas como o fechamento do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal). Alguns deles se dirigiriam depois ao Parcão, no bairro Moinhos de Vento.
Do lado oposto, cerca de 200 indivíduos vestidos de preto pediam o fim do governo de Jair Bolsonaro, defendiam a manutenção do regime democrático no País e acusavam o grupo rival de alienação, fascismo e conivência com a suposta negligência do presidente da República em relação à pandemia de coronavírus. Após o ato público, vários deles seguiram em passeata pela Rua da Praia. No próximo fim de semana, eles devem retornar à área dos quartéis, assim como seus rivais políticos.
(Marcello Campos)
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