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Política Marcada para a próxima semana a retomada do julgamento no Supremo sobre a possível descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal

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Até o momento, o placar está em 5 votos a 1 em favor da descriminalização apenas do porte de maconha.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Até o momento, há cinco votos para descriminalizar a conduta, três para manter a penalidade uma nova vertente que discorda das duas teses. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ministro Luís Roberto Barroso marcou para a próxima quarta-feira (6) a retomada do julgamento sobre a possível descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal.

Desde 2015, o processo sobre o tema já foi diversas vezes a plenário, sendo alvo de pedidos de vista (mais tempo de análise). Até o momento, o placar está em 5 votos a 1 em favor da descriminalização apenas do porte de maconha.

Os ministros também discutem se estabelecem um critério objetivo, uma quantidade específica de maconha, para diferenciar o usuário do traficante de drogas. Pelos votos proferidos até o momento, esse montante pode ficar entre 25g a 60g.

A maioria, até agora, se mostrou favorável também à liberação do cultivo de até seis plantas fêmeas de Cannabis.

O caso volta a plenário após terminar o prazo regimental de 90 dias da vista pedida pelo ministro André Mendonça, que deverá ser o próximo a votar.

Na retomada anterior do caso, em agosto do ano passado, o ministro Cristiano Zanin, então recém-empossado, votou contra a descriminalização do porte de maconha, sendo o primeiro voto divergente nesse sentido.

Na mesma ocasião, a ministra Rosa Weber, hoje aposentada, votou a favor da descriminalização do porte de maconha. O ministro Gilmar Mendes também ajustou seu voto, que antes liberava o porte de qualquer droga, para abranger somente a cannabis.

Por ter substituído Weber, o recém-empossado ministro Flávio Dino não vota no caso.

Entenda
O Supremo julga a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei das Drogas (Lei 11.343/2006). O dispositivo cria a figura do usuário, diferenciado do traficante, que é alvo de penas mais brandas.

A norma prevê prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo para quem adquirir, transportar ou portar drogas para consumo pessoal.

Dessa maneira, a lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvos de inquérito policial, denúncias e processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas.

 

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2 Comentários
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João Fernando Zacher
1 de março de 2024 19:21

O traficante esconde 15 papelotes com cocaína no buraco de um muro e coloca dois no bolso para vender. Depois busca mais dois e mais dois… e se for pego…
– ah !… é só para uso particular….
– Tudo bem… pode continuar… o país das maravilhas e do faz de contas… o verdadeiro pais das NARRATIVAS….
e assim segue nosso Brasil… igual a alguns anos atrás nos tempos do desgoverno.

Fernando Krause
1 de março de 2024 23:19

A liberação das drogas é uma das pautas ideológicas e diabólicas do lulopetismo e seus puxadinhos associados.
Coisas da extrema esquerda…

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