Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de novembro de 2018
O deputado eleito Marcel van Hattem será o primeiro líder do Partido NOVO na Câmara dos Deputados. Ele foi o mais votado do Rio Grande do Sul.
Os dois vice-líderes do partido serão Paulo Ganime, do Rio de Janeiro, e Tiago Mitraud, de Minas Gerais. Os outros cinco deputados – Vinicius Poit (SP), Adriana Ventura (SP), Alexis Fontayne (SP), Gilson Marques (SC) e Lucas Gonzalez (MG) – representarão o Novo nas comissões fixas e especiais da Câmara. As informações são da Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo.
Aos 32 anos, Marcel foi vereador em Dois Irmãos, sua cidade natal, e deputado estadual.
Segundo ele, as bandeiras das bancadas serão as privatizações, a redução da máquina pública, a desburocratização e as reformas, especialmente a da Previdência. “Vamos também combater o privilégio em todos os Poderes. Nossa primeira medida será reduzir pela metade o uso do cotão, contratar assessores técnicos por meio de processo seletivo e abrir mão de mordomias e privilégios, como apartamento funcional e auxílio-moradia”, diz.
Fundado em 2015, o Partido NOVO disputou sua primeira eleição nacional neste ano. Além dos oito federais, elegeu 11 deputados estaduais, uma deputada distrital e fez de Romeu Zema o governador de Minas Gerais.
João Amoêdo
Candidato derrotado à Presidência nas eleições 2018, João Amoêdo (Novo) disse nesta quarta-feira, 14, que o eleito Jair Bolsonaro (PSL) precisa colocar em prática a pauta liberal – bandeira do Novo e presente nos discursos do presidente eleito.
O quinto colocado na corrida eleitoral disse esperar que, com o economista Paulo Guedes como ministro da Economia, Bolsonaro faça o que “há tempo na área pública” ele não fez. Ele elogiou os nomes confirmados pelo presidente eleito para seus ministérios até aqui.
“Tenho achado positivas até o momento as escolhas dos membros dos ministérios”, disse Amoêdo à Rádio Eldorado. “Ele (Bolsonaro) avança bem nisso. Mas minha preocupação sempre foi o fato de que ele é uma pessoa que está na área pública há tanto tempo e nunca colocou a pauta liberal. Minha é dúvida é a colocação disso em prática agora, já que nos passado ele não fez. Vamos ver se com o apoio do Paulo Guedes, ele coloca isso em prática. Todos querem ver o País voltar a crescer.”
Amoêdo também cobrou uma gestão “equilibrada” por parte de Bolsonaro. Ele quer que o presidente ouça as críticas para melhorar seu trabalho. “É uma questão de estilo. De tentar acabar com a divisão da sociedade, do nós contra eles, o discurso do PT. Temos que voltar a uma gestão equilibrada. As críticas devem ser bem-vindas para melhorar o que é feito. Esse é o caminho que ele deveria seguir, mas na campanha não foi bem assim. A polarização estava muito forte. Espero que isso mude.”
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