Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de julho de 2015
Relatório de análise de mídia elaborado pela PF (Polícia Federal) revelou os bastidores de um jantar em São Paulo, na residência do empresário Marcelo Odebrecht, dono da maior empreiteira do País, em 28 de maio de 2012, montado a pedido do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
A relação entre Lula e a construtora é alvo de um Procedimento Investigatório Criminal aberto pela Procuradoria da República no Distrito Federal. A suspeita é que a empreiteira teria obtido vantagens com agentes públicos de outros países através de suposto tráfico de influência do petista, que deixou o Planalto em 2010.
Nas buscas feitas na casa do empreiteiro, em 19 de junho, na 14 etapa da Lava-Jato, a PF apreendeu documentos, correspondências e mídias. Um HD que estava em um cofre no quarto de Odebrecht armazenava mensagens sobre o jantar. Ontem, o relatório de análise de mídia foi anexado aos autos das investigações.
No documento, a PF apontou a presença da presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Leite, e do líder do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, Sérgio Aparecido Nobre.
No levantamento, a corporação registrou que os sindicalistas, que foram convidados para o jantar, são sócios da Editora Gráfica Atitude, apontada pelo empresário Augusto Ribeiro de Mendonça Neto como intermediária das propinas ao PT.
Segundo denúncia do MPF (Ministério Público Federal), parte da propina paga ao ex-diretor Petrobras Renato Duque foi direcionada por companhias do grupo Setal Óleo e Gás, de Augusto Mendonça, delator da Lava-Jato, à Editora Gráfica Atitude.
Os advogados de Lula entraram com reclamação disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público para requerer apuração da conduta do procurador Valtan Timbó Mendes Furtado, autor do pedido de Procedimento de Investigação Criminal contra Lula por tráfico de influência em favor da Odebrecht no exterior. (Folhapress)
Os comentários estão desativados.