Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de outubro de 2026
A estrela do pop era acusada de difamá-lo em sua biografia, "The Meaning of Mariah Carey", publicada em 2020
Foto: ReproduçãoA cantora Mariah Carey, 57, venceu uma batalha judicial que tratava contra seu irmão, Morgan Carey, há quase cinco anos. A estrela do pop era acusada de difamá-lo em sua biografia, “The Meaning of Mariah Carey”, publicada em 2020.
Segundo a Billboard, um juiz determinou, em decisão publicada nesta segunda-feira (19), que Morgan não cumpriu os requisitos necessários para acusar Mariah na Justiça. Quando se trata de um processo de difamação contra uma figura pública como a cantora, a lei do estado de Nova York exige que o acusador alegue “dolo específico”, sendo capaz de demonstrar que a pessoa acusada mentiu de forma intencional.
“A parte autora alegou que a ré estava mais preocupada com a ‘viabilidade comercial’ de suas memórias autobiográficas do que em verificar a veracidade de suas declarações, e que as fontes utilizadas para embasar tais declarações são anônimas e/ou impossíveis de verificar. Cabe destacar que a parte autora não apresenta nenhuma prova de que a ré tenha feito tais declarações sabendo que eram falsas ou agindo com desconsideração imprudente pela verdade”, diz a decisão obtida pela Billboard.
Morgan Carey começou o processo apontando difamação em oito trechos do livro, sendo apenas duas delas aceitas pela primeira juíza que cuidou do caso, Barbara Jaffe. A primeira diz respeito a uma passagem em que Mariah diz que o irmão vendia “acessórios em pó para festas” e a segundo alegava que ele “já havia estado no sistema”. As duas eram, segundo alegava Morgan, acusações diretas de que ele atuava como traficante de drogas.
John Rosenberg, que atuava como advogado de Mariah Carey, disse à Billboard que a cantora está feliz que a Justiça reconheceu que a biografia traz assuntos de interesse público e rejeitou as acusações de difamação feitas por Morgan.
“A Sra. Carey acredita que a importância da decisão do Tribunal vai muito além de seus próprios interesses neste litígio específico”, acrescentou Rosenberg. “Pois confirma que os autores devem ter ampla proteção quando se manifestam sobre assuntos de interesse público.”
Morgan deve recorrer da decisão, conforme afirmou o advogado Richard Altman à Billboard. “Discordamos respeitosamente da decisão de hoje, por considerá-la inconsistente com decisões anteriores no caso.”
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