Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de novembro de 2015
O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) José Maria Marin, 83 anos, foi o segundo réu dentre os sete detidos em Zurique acusados de corrupção na Fifa (entidade máxima do futebol) a ser extraditado da Suíça para os Estados Unidos. Marin pagará a segunda maior fiança – de 15 milhões de dólares (cerca de 57 milhões de reais). A maior é a do empresário argentino Alejandro Burzaco, que foi extraditado da Itália, por 20 milhões de dólares. Jeffrey Webb, das Ilhas Cayman, e o norte-americano Aaron Davidson, pagaram 10 milhões e 5 milhões de dólares, respectivamente, segundo informou The New York Times.
Na Corte Federal do Brooklyn, perante o juiz Raymond J. Dearie, Marin foi acusado de ter participado em conspiração de extorsão, conspiração de fraude eletrônica e conspiração de lavagem de dinheiro. Ele é acusado ainda de aceitar subornos de executivos de negócios na venda de direitos de marketing para a Copa América e da Copa do Brasil, ambas realizadas neste ano.
Em julho, Webb foi o primeiro dirigente da Fifa a chegar aos Estados Unidos a partir de Suíça. Burzaco entregou-se às autoridades na Itália e também foi extraditado. Já Davidson foi preso em casa, em Miami, em maio. Cinco réus no caso permanecem na Suíça, enquanto outros cinco estão em outros países. Os promotores norte-americanos pediram adiamento da audiência processual de Burzaco, Webb e Davidson, a fim de que Marin e seus advogados tivessem tempo de se inteirar do processo e participassem.
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