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Brasil A presidenciável Marina Silva faz campanha e defende prioridade para o saneamento básico

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Candidata da Rede (E) deve visitar mais as regiões Norte e Nordeste. (Foto: Reprodução/TV)

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, disse neste sábado (1º) que investimentos em saneamento básico serão uma prioridade de seu governo caso seja eleita.

Ela fez campanha em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Para a candidata, o investimento no saneamento básico melhora as condições de saúde e ajuda na criação de emprego e renda.

“A agenda do saneamento básico é uma prioridade no nosso programa de governo. Mais da metade da população brasileira não tem acesso a esgoto tratado. E essa região toda [Baixada Fluminense] é um bom exemplo. Resolver o problema da poluição da Baía da Guanabara é resolver o problema do saneamento básico. E o saneamento ajuda a gerar emprego, renda para as pessoas”, afirmou Marina.

Programa de governo

O biólogo João Paulo Capobianco, 61, conhece a presidenciável Marina Silva (Rede) como poucos. Foi um dos auxiliares diretos dela no Ministério do Meio Ambiente e esteve ao lado da ex-senadora nas campanhas de 2010 e 2014. Neste ano, a candidata confiou ao amigo Capô, como é conhecido o ambientalista, a tarefa de coordenar seu programa de governo. Na eleição passada, a missão foi dada à socióloga Neca Setubal.

O documento de 43 páginas, com diretrizes e prioridades de Marina, começou a ser elaborado em março, com sugestões de mais de cem especialistas e organizações. “A principal questão é que o documento fecha com as reformas, porque as considera pré-requisitos fundamentais para as mudanças de rumo no desenvolvimento sustentável do País”, explica.

Sobre reforma política, ele diz que seria a primeira coisa a ser feita. “No início do governo, com um conjunto de iniciativas que podemos fazer no Executivo. É uma mudança radical na forma de governar, incluindo a seleção para cargos comissionados, a nomeação em agências por critério técnico, a transparência ativa, porque esse governo tal como funciona hoje, ou como não funciona hoje, é insustentável. O presidencialismo de coalizão é baseado numa pseudogovernança obtida pela maioria no Congresso em troca da ineficiência do Estado”.

Como o governo dela avançaria na aprovação das reformas ele explica que “é uma questão muito simples”. “Você parte do pressuposto de que vai governar com eficiência e terá apoio popular porque está mostrando claramente um caminho diferente. A Marina se propõe a fazer um governo que reaproxime a sociedade do debate político, do acompanhamento das políticas públicas. É ilusão achar que o que define governança é um grupo de parlamentares no Congresso.”

Para ele, não é ingênuo acreditar em apoio popular diante do poder do Congresso. “Não é apoio popular no sentido de pessoas na rua. O Congresso também é sensível à opinião pública. Parlamentares são eleitos e dependem do apoio e da proximidade com a sociedade. O governo atual fez a reforma trabalhista sem ouvir a sociedade e não teve capacidade de explicar a relevância da reforma previdenciária. Aí eu diria que é o divisor de águas entre o governo Marina e o atual. Ela faria o oposto.”

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