Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
18°
Fair

Notícias Marrocos e Egito anunciaram o aumento do número de brasileiros que visitam a região

Compartilhe esta notícia:

Pesquisa Foi divulgada no Fórum Econômico Brasil – Países Árabes. (Foto: Alan Santos/PR)

Órgãos de turismo do Marrocos e Egito anunciam o aumento do número de brasileiros que visitam a região. Para manter o fluxo de desembarques, investem em novas atrações turísticas, infraestrutura e campanhas on-line. Quando o destino é o Brasil, 40% dos árabes que desejam conhecer o País têm o futebol como o maior interesse, segundo pesquisa divulgada no Fórum Econômico Brasil – Países Árabes, encerrado na semana passada. As informações são do jornal Valor Econômico.

No Marrocos, houve um crescimento de 40%, nos últimos três anos, no volume de turistas brasileiros, segundo Noureddine el Mamoun, diretor de digital e novas tecnologias do Escritório Nacional de Turismo (ONMT, da sigla em inglês). Somente em 2017, o país recebeu 50 mil brasileiros. No total, com hospedagem, foram vendidas 2,5 milhões de diárias no primeiro trimestre de 2017, 20% a mais do que no mesmo período de 2016.

O turismo no Marrocos, país com 35 milhões de habitantes, emprega 2,5 milhões de pessoas. O setor representava cerca de 6% do PIB em 2016. Para engordar essa parcela, o governo investe em infraestrutura. Um novo terminal foi inaugurado em Marrakesh, para a cúpula internacional do clima (CoP-22). A reforma dobrou a capacidade do terminal para nove milhões de passageiros ao ano.

No fluxo contrário, o Marrocos mandou 5,9 mil turistas para o Brasil, um crescimento de 22,1% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério do Turismo (MTur).

Segundo Mamoun, parte do movimento em direção ao Marrocos acontece por conta do lançamento de voos diretos de São Paulo e do Rio de Janeiro para Casablanca, pela Royal Air Maroc, além de campanhas on-line que divulgam o destino. “O Marrocos é a porta de entrada dos brasileiros no Norte da África”, assegura.

Campanhas digitais para divulgar as paisagens do país também estão no radar de Mohamed Mohesen, diretor de turismo do Egito para a América Latina. O executivo afirma que houve um salto de 86,5% na ida de brasileiros ao país de 2014 a 2015. Depois da Primavera Árabe, manifestação popular contra o governo do país em 2011, o turismo sofreu uma desidratação, saindo de 14,7 milhões de visitantes em 2010 para 3,3 milhões depois dos levantes.

Outro baque aconteceu em 2016, quando as receitas do setor diminuíram cerca de US$ 1,3 bilhão em quatro meses, segundo declarações do governo. A retração foi causada depois do acidente com um avião russo, em outubro de 2015, na região do Sinai, que espantou os turistas do Cairo e do Vale do rio Nilo.

“Estamos presentes em todas as redes sociais, conectados à página oficial de turismo, no ar em 13 idiomas”, diz Mohesen. Além da ofensiva digital, o Egito está revitalizando atrações ligadas ao turismo religioso, como a Rota da Sagrada Família, nome dado ao trajeto que José e Maria teriam feito no país para salvar o menino Jesus do rei Herodes. Vai da cidade de Al Arish, no Sinai, ao Mosteiro da Virgem Maria, em Assiut. De acordo com o MTur, o fluxo de egípcios para o Brasil caiu quase 40% em 2017, ante o ano anterior, com 2 mil desembarques.

Promover a cultura e o turismo em regiões de conflito também é um dos desafios do mundo árabe. “Cultura e negócios estão sempre conectados”, diz. “No passado, quando alguém abria rotas de comércio, os artistas aproveitavam o mesmo caminho para mostrar suas ideias”, diz Amina Hamshari, sócia-fundadora do Instituto Cultural Franco-Palestino (ICFP). Fundado em 2012, a entidade promove a arte contemporânea da Palestina na Europa.

“Na Palestina, as condições de confinamento e ocupação limitam as ambições artísticas da população. Resolvemos mostrar o que poderia ser feito, em outros lugares”, explica. Um dos projetos do ICFP é organizar residências artísticas de criadores palestinos em Paris. Este ano, foram selecionados quatro autores para um período de quatro meses de produção e estudos.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Com Lula preso, Bolsonaro mede as palavras e mira no ex-ministro Ciro Gomes
O Facebook suspendeu outra empresa de análise de dados acusada de enganar os usuários
Deixe seu comentário
Pode te interessar