Domingo, 28 de Fevereiro de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
27°
Light Rain / Wind

Brasil Marta faz 35 anos. Relembre cinco momentos em que a rainha do futebol fez história dentro e fora do campo

Compartilhe esta notícia:

Alagoana foi eleita seis vezes a melhor do mundo pela FIFA e é a maior artilheira da história das Copas do Mundo. (Foto: Reprodução @martavsilva10)

Em 19 de fevereiro de 1986 nascia, em Dois Riachos, interior do Alagoas, Marta Vieira da Silva. Com uma bola nos pés desde os 6 anos, a jogadora brasileira chegou aos 35 como a maior artilheira da história das Copas do Mundo, eleita seis vezes a melhor do mundo pela Fifa e uma voz ativa pela igualdade de gênero no futebol.

Relembre cinco momentos em que Marta fez história:

1) Seis vezes melhor do mundo

Nem uma, nem duas, nem três. Marta foi eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa. Apenas o argentino Lionel Messi ganhou o título tantas vezes quanto ela. A primeira vitória veio em 2006, quando Marta tinha apenas 20 anos. Ela venceu o prêmio nos quatro anos seguintes. A última condecoração veio em 2018 pela sua atuação pelo Orlando Pride, nos EUA, e pela conquista da Copa América com a seleção brasileira, assegurando a classificação à Copa do Mundo da França em 2019 e também aos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para este ano.

2) Maior artilheira da Copa do Mundo

Em 2019, na Copa do Mundo de Futebol Feminino da França, Marta entrou em campo pela seleção brasileira em uma partida contra a Itália e mais uma vez entrou para história. Ao marcar seu 17ª gol em mundiais, ela superou o alemão Miroslav Klose e se tornou a maior artilheira da história das copas.

Marta também já havia alcançado outro recorde na partida anterior. Na ocasião, a camisa 10 da seleção brasileira se tornou a primeira a balançar as redes em cinco edições diferentes do torneio. Sua primeira Copa do Mundo foi em 2003, com 17 anos, depois, disputou as edições de 2007, 2011 e 2015.

3) Orgulho contra o preconceito

Quando era criança, Marta era chamada de “mulher-macho” por gostar de futebol. Se houve um tempo em que não falava sobre isso, hoje Marta também não esconde sua orientação sexual e exibe com orgulho nas suas redes sociais o relacionamento com a jogadora americana Toni Deion, 30 anos. As duas anunciaram o noivado em janeiro.

Em um esporte que ainda é extremamente masculinizado e cercado de preconceito, a maior jogadora do mundo falar com orgulho que ama outra mulher não é pouca coisa.

4) Chuteiras pela igualdade

Na Copa do Mundo da França, em 2019, Marta se recusou a renovar seu contrato de patrocínio com a Puma e rejeitou outras ofertas por achar o valor que lhe foi oferecido muito baixo, e jogou as partidas com uma chuteira do movimento “Go Equal”, uma campanha pela igualdade de salários entre homens e mulheres.

A imagem de Marta e suas chuteiras sem patrocínio ganhou o mundo e jogou luz sobre a disparidade de salários e investimentos entre futebol feminino e masculino. Afinal, segundo muitos estudiosos do tema, é somente a discriminação de gênero entranhada em toda a cadeia esportiva que explica por que a melhor jogadora de futebol de todos os tempos ganha € 340 mil por temporada, enquanto Neymar, por exemplo, recebe € 91,5 milhões (os dados são de 2018). Com isso, ela ganha apenas 0,3% do rendimento anual do jogador, bem menos de 1%.

“Nós precisamos de apoio. Mas, mais do que apoio, nós precisamos de respeito. E dar valor é a melhor forma de mostrar respeito a alguém. No esporte. Na vida. Por isso a equidade é algo pelo qual todas, todos e todxs devemos lutar. E a hora de agir é AGORA”, publicou em suas redes sociais.

Antes disso, Marta já atuava em prol das mulheres e da emancipação feminina através do esporte, como embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas.

5) Do campo para a prova do Enem

Ao jogar luz sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres no futebol, Marta foi parar na prova do Enem, realizada em janeiro. A questão apresentava Marta com um salário anual de 400 mil dólares e 103 gols pela seleção. Com isso, sua média seria de 3,9 mil dólares por cada gol. Já Neymar, com remuneração de 14,5 milhões anuais e 50 gols pela seleção, teria média de 290 mil dólares por cada um deles.

A pergunta foi classificada como “ridícula” pelo presidente Jair Bolsonaro, pois, segundo ele, o problema seria uma simples questão “de mercado”, embora estudiosos do tema já tenham mostrado que toda a cadeia esportiva é discriminatória, o que se reflete na remuneração.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

A uma rodada do fim do Brasileirão, o Inter perdeu de 2 a 1 para o Flamengo e deixou a liderança do torneio
O Brasil e a Argentina negociam corte de 20% nas tarifas de importação do Mercosul
Deixe seu comentário
Pode te interessar