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Saúde Medicamento baseado em anticorpos tem eficácia de 85% contra casos graves da covid-19

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Para especialistas, isso implica definir prioridades, avançar na interdisciplinaridade e criar formas de valorizar a carreira. (Foto: Reprodução)

A Vir Biotechnology e a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) afirmaram nesta quinta-feira (11) que o medicamento desenvolvido por elas, com base em anticorpo da covid-19, reduziu as hospitalizações e mortes por covid-19 em 85%.

Com base nos resultados positivos, as empresas afirmaram que irão pedir imediatamente aos reguladores de saúde dos Estados Unidos e de outros países que autorizem a terapia, para aumentar o arsenal de tratamentos contra a covid-19.

Se autorizado, o medicamento seria a quarta droga com anticorpo disponível nos EUA, depois dos fabricados pela Eli Lilly e Regeneron Pharmaceuticals. O então presidente Donald Trump elogiou o Regeneron por sua recuperação, mas as drogas têm sido pouco usadas.

Vir e Glaxo disseram que um comitê de monitoramento independente recomendou que o estudo fosse interrompido mais cedo, porque uma análise provisória de dados de 583 participantes do estudo mostrou que a droga, chamada VIR-7831, era altamente eficaz. As empresas não divulgaram resultados detalhados do estudo, como a porcentagem de pacientes que foram hospitalizados ou morreram.

Os voluntários do estudo continuarão a ser monitorados por 24 semanas, e mais dados serão divulgados após a conclusão do estudo, disseram as empresas. O estudo está avaliando pacientes com sintomas leves ou moderados de covid-19 que apresentam alto risco de desenvolver doença grave.

O remédio é um anticorpo monoclonal. Em laboratório, anticorpos de pessoas que já sobreviveram à infecção pelo coronavírus são modificados geneticamente e injetados em pacientes com dificuldade em formar uma resposta imunológica ainda no começo da infecção.

A ideia é que os anticorpos se liguem à proteína Spike, usada pelo coronavírus para invadir células, e emitam um alerta para o sistema imune sobre a invasão, estimulando a produção de células de defesa. Além disso, eles evitariam que o vírus se ligue às células saudáveis do organismo.

Este tipo de medicamento é usado normalmente para o tratamento de alguns cânceres, leucemias e linfomas, artrite reumatoide, lúpus, esclerose múltipla, psoríase, dermatite atópica e doenças inflamatórias intestinais. Eles são injetados no sangue diretamente na veia, com auxílio de um acesso.

Segundo as informações divulgadas até o momento, a VIR-7831 funciona apenas em casos iniciais da infecção pelo coronavírus — um estudo com pacientes hospitalizados em estado grave foi interrompido por não mostrar benefício nesta situação.

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