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Saúde A vacina da Pfizer tem eficácia de 97% contra casos sintomáticos do coronavírus

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O imunizante não apenas é seguro como apresenta 95% de eficácia. (Foto: EBC)

Um estudo desenvolvido em Israel e publicado nesta quinta-feira (11) afirma que a vacina da Pfizer/BioNTech tem eficácia de 97% contra casos sintomáticos e formas graves da covid-19.

Em relação aos casos assintomáticas do vírus, o imunizante teve eficácia de 94%.

“Os resultados representam as provas concretas mais completas até o momento que demonstram a eficácia de uma vacina contra a covid-19”, diz um comunicado dos laboratórios Pfizer e BioNTech e do ministério israelense da Saúde, segundo a agência France Presse.

Os novos resultados melhoram os publicados em fevereiro, em um estudo anterior também desenvolvido com pessoas vacinadas em Israel. Na ocasião, foi demonstrada uma eficácia de 94% da vacina contra os casos sintomáticos da covid-19.

Israel lidera o ranking mundial de vacinas aplicadas em relação ao número de habitantes e já garantiu doses suficientes para imunizar todos os seus habitantes. O país já vacinou mais da metade da população, incluindo jovens.

Eficácia após primeira dose

Um estudo publicado na revista The Lancet em fevereiro mostrou que o imunizante da Pfizer/BioNTech reduziu em 75% a transmissão do coronavírus menos de um mês após a aplicação da primeira dose.

A pesquisa, que foi feita com 9.109 profissionais de saúde no maior hospital de Israel, afirmou que a vacina também reduziu em 85% os casos sintomáticos da covid.

Os pesquisadores destacam que os resultados dão suporte à possibilidade de adiar a segunda dose, em cenário de escassez de vacinas, já que a primeira dose apontou a redução na transmissão do vírus e nos casos de covid sintomática.

Johnson & Johnson

A Agência de Medicamentos da União Europeia (EMA, na sigla em inglês) recomendou a vacina da Johnson & Johnson para covid-19, a primeira que requer uma única dose.

A Comissão Europeia deu aprovação final pouco depois.

Essa é a quarta vacina que foi endossada pela União Europeia, depois da liberação dos produtos desenvolvidos por Pfizer e BioNTech, AstraZeneca e Universidade de Oxford e, por fim, Moderna.

A recomendação é para maiores de 18 anos. A autorização é condicional, pois permite a aplicação por apenas um ano, já que não há todos os dados sobre eficiência e efeitos colaterais que geralmente são avaliados em um processo de liberação de remédio.

Outros países que já aprovaram a vacina são Estados Unidos, Canadá e Bahrein.

A Johnson & Johnson e a União Europeia chegaram a um acordo para a entrega de 200 milhões de doses neste ano. As primeiras 55 milhões devem ser entregues antes do fim do primeiro semestre.

Nos ensaios clínicos, feitos com 44 mil pessoas, a vacina apresentou uma eficiência de 67% depois de duas semanas da injeção, segundo a EMA.

A vacina usa a tecnologia de vetor. Ela estimula a criação de anticorpos por meio da introdução de um outro vírus, que não o coronavírus, enfraquecido e modificado para ter algumas características do Sars-Cov-2.

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