Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 23 de maio de 2016
Um médico ginecologista, que foi preso em flagrante há mais de três anos por tráfico de drogas, em Santos, no litoral de São Paulo, teve sua sentença anulada, por conta da prescrição da pena. Com isso, o acusado está com o nome limpo na Justiça, sem antecedentes e é considerado réu primário. Ele mantinha uma plantação de maconha dentro da própria casa.
Policiais civis entraram no apartamento do médico no dia 9 de novembro de 2012. No local, eles encontraram cinco vasos com maconha, além de uma estufa e equipamento utilizados no cultivo da planta. Após o flagrante, o médico de 28 anos ficou três dias preso e, em seguida, ganhou a liberdade provisória, podendo responder ao processo em casa. Em depoimento à polícia, o acusado afirmou que comprou as sementes de maconha na internet e que elas foram enviadas da Europa ao Brasil pelos Correios.
O advogado de defesa do réu, Marcelo Cruz, entrou com recurso, acatado pela juíza responsável pelo caso, em março de 2016. A magistrada entendeu que o médico cultivava maconha para uso próprio e reverteu o crime de tráfico de drogas para porte de drogas. Ele foi condenado a prestar serviços comunitários, no período de um mês.
No entanto, a defesa recorreu novamente e, após demora para apreciação do recurso, a pena acabou prescrevendo e, com isso, o médico teve sua sentença anulada.
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