Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de maio de 2016
A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de suspender a Lei 13.269 que liberava a fabricação, distribuição e uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”, foi recebida com entusiasmo pela comunidade médico-científica. Especialistas afirmaram que o Supremo agiu de maneira responsável e coerente.
“Cuidar das pessoas exige extrema responsabilidade. Não é porque há um desespero e clamor por uma substância que responda a uma doença avançada que devemos defender que as pessoas usem algo que não sabemos o que é”, comentou o presidente da Associação Médica Brasileira, que moveu a ação contra a lei já aprovada no Senado Federal, Florentino Cardoso.
Coordenador do Programa de Bioética da Universidade de Brasília, Volnei Garrafa afirma que a Câmara dos Deputados agiu de forma irresponsável aprovando uma lei que liberou a produção e comercialização da substância e que, felizmente, a Justiça reverteu esse dano. “Eu considerava uma irresponsabilidade o Congresso ter aprovado essa lei, embora não seja nenhuma surpresa esse Congresso fazer irresponsabilidades. A medida foi oportuna e responsável e a área científica está de acordo”, disse. O Conselho Federal de Medicina também apoiou a decisão do STF.
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