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Geral Médicos da Capital reforçam mobilização contra parcelamento de salários

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Médicos decidiram intensificar mobilização. (Foto: Divulgação)

O SIMERS (Sindicato Médico do RS) divulgou nesta quinta-feira (21) que os médicos municipários, indignados com o parcelamento de salários imposto pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior, estão se unindo às demais categorias e avaliarão proposta de greve em assembleia geral em 29 de setembro, as 18h, no Largo Zumbi dos Palmares.

Uma assembleia extraordinária na sede do SIMERS, em Porto Alegre, na noite dessa terça-feira (19), definiu que os quase mil médicos especialistas que atuam em postos, prontos atendimentos e hospitais do município vão intensificar a mobilização ao lado dos municipários contra a política do prefeito tucano que quer colocar os servidores na posição de vilões de uma alegada crise das finanças da prefeitura.

“Não há falta de recursos e, caso exista, os municipários estão muito longe de serem os responsáveis. Porto Alegre gasta pouco mais de 40% da receita líquida com pessoal, muito muito longe do teto”, adverte a diretora do Simers Clarissa Bassin. Médicos que foram à plenária relataram o desrespeito e as dificuldades geradas pelo gestor. Os vencimentos de agosto só terminaram de ser pagos em meados deste mês. Também lamentaram que o prefeito esteja tentando retirar itens que compõem a remuneração e que preenchem as lacunas de um piso que fica muito abaixo do que prefeituras da Região Metropolitana adotam.

Segundo o sindicato, projetos de lei enviados à Câmara de Vereadores pelo Executivo buscam suprimir gratificações e outros benefícios. Uma comissão especial foi criada pelos vereadores para discutir as propostas e, principalmente, avaliar os impactos. “O prefeito e seus assessores mostram descaso total com as categorias. Há falta de médicos hoje nos postos, e, em vez de criar condições para manter e até contratar profissionais, o município decide que vai reduzir ainda mais o vencimento. Vai fazer economia em cima de quem hoje leva saúde aos porto-alegrenses, mesmo em meio a condições precárias em todas as áreas do setor”, reage o diretor Jorge Eltz.

O SIMERS afirma que vai intensificar a denúncia da política de desvalorização dos servidores e cobrar medidas práticas para ampliar as condições de atendimento. Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, há hoje quase 90 mil pessoas esperando consultas com especialistas, demanda registrada nos postos. Além disso, médicos enfrentam problemas como quedas no sistema de prontuário eletrônico, que aumentam o retrabalho e tornam as rotinas mais demoradas.

Para piorar, conforme o sindicato, o atraso no pagamento gera desgaste e problemas básicos que afetam a vida de todo trabalhador. “As pessoas não conseguem pagar suas contas, têm dificuldades de tocar suas vidas. Vamos buscar apoio da população, dos nossos pacientes. Não dá mais para ouvir este prefeito culpar todo mundo por uma tal crise. Ele está agindo para prejudicar a população”, advertem os diretores do SIMERS.

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