Quinta-feira, 16 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 13 de março de 2016
13A recente polêmica envolvendo os rituais do Santo Daime aproxima especialistas da área de saúde e religiosos que concordam em um ponto: nem todos os praticantes têm condições psicológicas de ingerir o chá que tem efeitos alucinógenos. Essa semana, o ator Nizo Neto fez um desabafo nas redes sociais alertando sobre o uso da bebida Ayahuasca.
Para o filho do humorista Chico Anysio, o chá teria levado o filho, Rian Brito, 25 anos, a desaparecer de casa e se isolar em uma praia do litoral Fluminense, onde se afogou após longo jejum. “É como alguém que fuma maconha. Muitos que usam não têm nenhum problema, mas outros desenvolvem quadros psicóticos por serem mais vulneráveis”, explica a médica Fátima Vasconcellos da Associação Brasileira de Psiquiatria. “O chá dá a sensação de bem estar, mas aos poucos produz alucinações”, acrescenta a psiquiatra.
O dirigente do Santo Daime Jardim de Saquarema, na Região dos Lagos (RJ), Eliezer Ferreira do Nascimento, disse que a igreja tem um cuidado muito grande com os participantes e existem muitos médicos e psicólogos praticantes. “Como daimista, não consigo compreender o motivo de estarem responsabilizando o Santo Daime”, defende ele. Eliezer afirma que pessoas que tomam algum medicamento psiquiátrico ou apresentem quadro depressivo não podem participar da cerimônia. (AD)
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