Terça-feira, 06 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Medida que cria Ministério do Trabalho reformula o Ministério da Economia

Compartilhe esta notícia:

O objetivo da mudança é blindar o ministério de Paulo Guedes da cobiça do Centrão. (Foto: Edu Andrade/Ministério da Economia)

A medida provisória (MP) que prevê a criação do novo Ministério do Trabalho e Previdência para abrigar o atual chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, prevê também mudanças na estrutura do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes.

De acordo com informações do jornal O Globo, a minuta da MP, deve ser publicada nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da União (DOU). A nova pasta se chamará “Ministério do Trabalho e Previdência”, de acordo com o texto.

A Secretaria Especial de Fazenda passará a se chamar Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento, que manterá as atribuições da primeira.

O objetivo da mudança é blindar o ministério de Guedes da cobiça do Centrão e das áreas políticas do governo pelas atribuições do antigo Ministério do Planejamento — que cuidava de orçamento e gestão de pessoal do governo, além de outras atribuições.

Será mantida a Secretaria do Tesouro Nacional, comandada por Jefferson Bittencourt, e a de Orçamento Federal, de Ariostu Culau.

O secretário de Fazenda, Bruno Funchal, continuará como secretário de Tesouro e Orçamento.

A Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade, de Carlos da Costa, perderá as atribuições de fomentar a política de emprego, como fazia até hoje.

Para nomear o senador Ciro Nogueira (PP-PI) na Casa Civil, o presidente Jair Bolsonaro colocará o atual ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, na Secretaria de Governo e deslocará Onyx desta pasta para o novo ministério.

A nova pasta ficará responsável pelas áreas de previdência social (INSS), previdência complementar (fundos de pensão), política e diretrizes para a geração de emprego e renda e de apoio ao trabalhador, política para a modernização das relações de trabalho, fiscalização do trabalho, política salarial, formação e desenvolvimento profissional, segurança e saúde no trabalho, regulação profissional e registro sindical.

O ministério também abrigará a gestão do FGTS, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Por outro lado, Guedes conseguiu manter sob a sua gestão a Dataprev (estatal de processamento de dados do governo), que ele pretende privatizar.

Guedes conseguiu também manter sob seu guarda-chuva grande parte das atividades-meio das secretarias que serão deslocadas do seu ministério. O apoio administrativo e o apoio jurídico prestados às unidades da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia continuarão sendo feitos pelo Ministério da Economia.

Ou seja, a MP não cria uma estrutura jurídica para o novo ministério. De acordo com fontes que acompanham as discussões, havia uma pressão para que a MP fosse publicada logo, para dar posse a Nogueira e aos outros ministros.

Os servidores, os empregados e os militares em atividade na Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia ficam transferidos para o Ministério do Trabalho e Previdência.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Ginasta americana Simone Biles cita saúde mental após desistência nas finais por equipe
Brasil pode confirmar vaga nas quartas do futebol masculino
Pode te interessar