Quarta-feira, 10 de junho de 2026

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Colunistas Medo Supremo

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Ministros do Supremo mudaram entendimentos sobre prisões. (Foto: ABr)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Três ministros do STF – Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli – decidiram mudar seus entendimentos sobre as prisões decretadas pelo juiz Sérgio Moro, da Lava-Jato, e começaram a soltar notórios detidos em situação preventiva. Os processos continuam, obviamente. Mas o que causa estranheza entre procuradores e juízes é que essa liberdade em série, que deve se estender a outros, se iniciou na iminência de delação premiada de Antonio Palocci, Renato Duque e Eduardo Cunha.

Italiano & chefes

Palocci está disposto a entregar supostos esquemas de fusões de grandes empresas e bancos e suas ligações com os Governos de Lula e Dilma.

Duque & BTG

Duque, ex-diretor da Petrobras, pode abrir o jogo sobre eventuais esquemas políticos no rombo da Sete Brasil, a furada empresa de prospecção, e sua ligação com o BTG.

Cunha & Tetê

Eduardo Cunha tem muita coisa a contar da sua intimidade político-partidária com o então presidente do PMDB e colega de plenário Michel Temer.

“Caixão” partidário

Mais de R$ 38 milhões do Fundo Partidário abasteceram as contas das 35 legendas em abril. O PT encabeça: recebeu do Fundo, que é dinheiro público, R$ 5.049.442,40; depois aparecem PMDB, com R$ 4.142.215,09; PSDB, R$ 4.266.334,26; DEM, R$ 1.609.144,14; PP, R$ 2.500.548,41; PSB, R$ 2.438.982,19 e PDT, com 1.325.798,37.

Nanicos$

Conhecidos como “nanicos”, os partidos Novo e PMB receberam, cada, R$ 55.667,89. De janeiro a abril, o Fundo Partidário jorrou mais de R$ 214 milhões nas contas das siglas. O Novo tem bandeira pelo fim do fundo partidário.

Do seu, do nosso

Essa farra com dinheiro público nos partidos é visível para muitos. No início do ano passado, o deputado Carimbão (AL) e outros decidiram pular do PROS revoltados após ver o presidente, Eurípedes Jr, comprar um helicóptero com dinheiro do fundo.

Degola

Os diretores apadrinhados políticos exonerados do DNPM por retaliação ao PSB, que votou contra a reforma trabalhista, são Nilton Fonseca Filho, do Rio; Ranilson Campos, de Alagoas; e Octávio Santiago, do Rio Grande do Norte.

Os faltosos

O deputado Beto Mansur (PRB-SP), escalado pelo Palácio para contabilizar votos, aponta que o Governo contará com pelo menos 12 votos a mais que o necessário (308) para aprovar a reforma da Previdência na Câmara.

A conta

Mansur diz contar com 20 votos dos 39 deputados que faltaram à sessão que aprovou a reforma trabalhista na última semana.

CPI da Funai

Com 3 mil páginas, o relatório da CPI da Funai/Incra, que será votado semana que vem, sugere o indiciamento de pelo menos 50 envolvidos em crimes como desvio de recursos públicos, formação de quadrilha, prevaricação e improbidade administrativa.

Há caixa

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, garantiu a deputados que os Fundos Constitucionais não sofrem contingenciamento por serem fomentados por impostos de renda e de importação sem vínculo com o orçamento.

Prós…

A reforma trabalhista, que passou na Câmara, continua rachando opiniões. “Acaba com o imposto sindical porque o trabalhador não precisa sustentar sindicato e seus sindicalistas”; diz o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).

…e contras

“Quem fez esse projeto (reforma trabalhista) foram os patrões que querem explorar os trabalhadores brasileiros”, rebate o líder do PT na Câmara, Carlos Zaratini (SP). O embate ganha força semana que vem no Senado.

Ponto Final

Filho do presidente do TSE, Gilmar Mendes, o consultor legislativo do Senado Francisco Schertel Mendes lançou o livro “Compliance, Concorrência e Combate à Corrupção”.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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